Há destinos que, apesar da fama, dividem opiniões. É o caso de Cabo Verde, que nos últimos anos tem atraído cada vez mais viajantes portugueses. No entanto, um agente de viagens, Carlos Lavilla, partilhou no TikTok um vídeo em que aponta alguns destinos que não recomenda aos seus clientes. E Cabo Verde surge logo em primeiro lugar.
De acordo com o jornal 20Minutos, Lavilla considera que o arquipélago é uma opção “superestimada”, sobretudo quando comparado com alternativas, como as Caraíbas ou as Ilhas Canárias. Nas suas palavras, trata-se de “comprar um Fiat Panda como alternativa a um Ferrari F40”.
De Sal a São Vicente, há um país inteiro para descobrir
Apesar da crítica, Cabo Verde continua a ser um dos destinos mais procurados por quem pretende fazer férias em clima tropical a poucas horas de Portugal. Conforme explica o blog Alma de Viajante, o arquipélago é composto por nove ilhas com ofertas distintas: a animação cultural de Mindelo, os resorts das ilhas do Sal e da Boa Vista, o vulcão do Fogo ou as montanhas de Santo Antão.
Os voos diretos da TAP partem de Lisboa para as ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista. A easyJet começa agora também a inaugurar rotas entre os aeroportos de Lisboa e Porto e algumas ilhas cabo-verdianas.
Pré-registo obrigatório e dicas úteis antes de embarcar
Desde 2019 que os cidadãos portugueses não precisam de visto para entrar em Cabo Verde. No entanto, conforme refere o blog de viagens, é necessário efetuar um “pré-registo de viajantes” através do portal www.ease.gov.cv, com pelo menos cinco dias de antecedência. O custo do processo ronda os 35 euros.
A mesma publicação aconselha a evitar intermediários, como a eDreams ou a Gotogate, sugerindo a compra direta de bilhetes nas companhias aéreas, para evitar complicações no check-in ou na gestão de reservas.
Entre cultura criola e dificuldades estruturais
De acordo com a Unilab, Cabo Verde é uma república insular situada ao largo da costa ocidental africana. Com origem vulcânica, o arquipélago foi descoberto por Diogo Gomes em 1460 e manteve-se sob domínio português até à independência, em 1975. A língua oficial é o português, mas o crioulo cabo-verdiano é a língua mais falada no dia a dia.
Segundo a mesma fonte, a cultura local resulta de um processo de miscigenação entre as raízes africanas e europeias. Na economia predominam o turismo, a pesca e a indústria alimentar, embora o país continue a importar mais de 80% dos alimentos consumidos. O Sal é a ilha mais desenvolvida para fins turísticos e contribui com parte significativa do PIB nacional.
A decisão de ir depende do que se procura
Embora o vídeo do agente de viagens tenha causado alguma controvérsia, os argumentos apresentados incitam a refletir sobre as motivações de cada viagem.
Se o objetivo for luxo e sofisticação comparável ao de destinos como as Maldivas, Cabo Verde pode não corresponder. No entanto, para quem procura diversidade paisagística e um destino de clima quente com forte ligação histórica a Portugal, pode continuar a ser uma alternativa relevante.
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