A partir de 3 de novembro, os passageiros da Ryanair vão ter de se adaptar a uma nova regra: a companhia aérea low-cost vai deixar de disponibilizar cartões de embarque em papel, passando a exigir a utilização exclusiva do cartão digital através da aplicação myRyanair.
O anúncio foi feito pelo presidente executivo da empresa, Michael O’Leary, em entrevista ao Independent Travel Podcast, conduzido por Simon Calder. O responsável sublinhou que a maioria dos clientes já utiliza o telemóvel para viajar, pelo que a transição deverá ser natural.
Digitalização para reduzir custos e acelerar processos
De acordo com a companhia, a medida vai permitir uma poupança anual de 300 toneladas de papel. A aposta na digitalização tem também como objetivo simplificar a experiência de viagem, reunindo todos os documentos num único local e garantindo notificações diretas da Ryanair em caso de atrasos ou perturbações.
Apesar da obrigatoriedade, O’Leary garantiu flexibilidade em situações excecionais. Se um passageiro perder o telemóvel, poderá obter gratuitamente o cartão de embarque em papel no aeroporto, desde que tenha feito o check-in online. Mesmo em caso de falha de bateria, o sistema da companhia mantém o número de sequência de check-in do cliente.
“Vamos levá-lo, vai embarcar. Apenas certifique-se de que faz o check-in antes de chegar ao aeroporto e tudo correrá bem”, afirmou o executivo.
Exceções ainda em vigor
A regra não se aplica a todos os destinos. Em países onde as autoridades ainda exigem cartões em papel, como Marrocos, continuará a ser necessário apresentar o documento físico. A Albânia, por sua vez, já chegou a acordo com a Ryanair e a partir de março vai permitir cartões digitais.
Atualmente, quem não faz o check-in online e pede o cartão no balcão enfrenta taxas que podem chegar às 55 libras, cerca de 63 euros.
Mais controlo sobre a bagagem
Em paralelo, a companhia prepara alterações nas regras de bagagem. O bónus atribuído ao pessoal de terra por cada mala fora das dimensões autorizadas vai aumentar de 1,50 euros para 2,50 euros, eliminando ainda o limite mensal de ganhos, até agora fixado em 80 euros.
As regras permanecem as mesmas: apenas um pequeno volume que caiba sob o assento da frente está incluído na tarifa mais baixa. Quem tentar embarcar com malas maiores arrisca taxas que podem chegar às 75 libras, cerca de 86 euros, se a bagagem tiver de ser despachada no portão de embarque.
“Não faço absolutamente nenhuma desculpa por isso”, disse O’Leary, explicando que a medida visa garantir que os passageiros cumprem as regras estabelecidas.
Uma nova etapa para a Ryanair
A digitalização total dos cartões de embarque marca uma nova etapa para a Ryanair, que reforça ao mesmo tempo o controlo da bagagem. Para os passageiros, a principal recomendação é clara: garantir o check-in online e ter a aplicação instalada, sob pena de enfrentar custos elevados ou até dificuldades em embarcar.
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