Com a chegada dos meses mais quentes, consumidores e comerciantes em Portugal deparam-se com uma mudança discreta em supermercados, restaurantes e mercearias. O regulamento europeu, com base em restrições alimentares e aprovado no ano passado, começou a ganhar forma no território nacional, influenciando escolhas de produtores, importadores e até de pequenos negócios de restauração.
De acordo com o Notícias ao Minuto, o objetivo é reforçar a proteção da saúde pública, embora muitos desconheçam o detalhe técnico da nova diretiva comunitária.
Regulação com impacto direto no consumo
À medida que o calendário avança para o pico do verão, aumenta a pressão sobre fornecedores e marcas que trabalham com ingredientes específicos.
A mesma fonte recorda que a proposta da Comissão Europeia foi sustentada por pareceres da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA).
Muitos consumidores nem desconfiam de que o que colocam no carrinho pode, em breve, já não estar disponível ou sofrer alterações de sabor. Conforme a mesma fonte, o impacto não se limita a grandes superfícies: chega também a produtos vendidos em feiras locais e lojas de bairro.
Produtos populares em risco de desaparecimento
Para quem aprecia determinados snacks ou versões de molhos e sopas mais intensos, este verão pode reservar surpresas na secção de produtos embalados.
A União Europeia (UE) proibiu a utilização de oito aditivos que conferem um sabor característico a diversos alimentos processados.
Oito aditivos sob proibição gradual
Segundo o Notícias ao Minuto, estes compostos eram usados para intensificar o aroma fumado em batatas fritas, snacks de churrasco, caldos, bebidas, gelados e até sobremesas industrializadas.
A decisão resulta da constatação de potenciais riscos genotóxicos, o que levou à eliminação gradual destas substâncias ao longo de cinco anos, mas com restrições já em vigor no verão de 2025.
Diferenças no sabor e na oferta
Com estas restrições alimentares, o impacto imediato para o consumidor final será notar diferenças subtis de sabor em marcas habituais ou encontrar produtos que desaparecem temporariamente das prateleiras.
Especialistas do setor alimentar antecipam ajustes nas fórmulas de produção e substituições por aromas naturais, o que poderá influenciar preços de alguns itens populares.
Cuidados na leitura de rótulos
Importadores de produtos estrangeiros também terão de se adaptar, uma vez que alguns alimentos fabricados fora da UE podem conter estes aditivos banidos.
A mesma fonte acrescenta que associações de consumidores estão a divulgar informação para ajudar a ler os rótulos de forma mais atenta, especialmente em snacks salgados e condimentos prontos a usar.
Pequenos produtores locais, que utilizam fumagem tradicional, não estão abrangidos por esta interdição específica, desde que não empreguem os aditivos industriais visados.
Fiscalização reforçada e próximos passos
Em caso de dúvida, recomenda-se verificar os ingredientes ou contactar o fabricante para confirmar eventuais mudanças nas receitas. Por enquanto, não se prevê recolha imediata de lotes já colocados à venda, mas os novos fornecimentos devem cumprir integralmente o regulamento.
Quem não cumprir as restrições alimentares fica sujeito a sanções aplicáveis pela ASAE, que intensificará inspeções sobretudo durante o verão, altura em que o consumo de snacks aumenta. Empresas de restauração rápida e grandes cadeias de hipermercados já estão a reavaliar contratos com fornecedores para garantir que não incorrem em incumprimentos.
Os próximos meses serão, de acordo com o Notícias ao Minuto, determinantes para perceber se haverá substituições de sabor aceites pelos consumidores ou se se assistirá a uma quebra nas vendas de algumas referências.
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