O programa Algarve 2030 vai apoiar em mais de metade um investimento global de 17 milhões de euros, direcionado sobretudo para a área da oncologia na região, até 2027, informou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.
“Estas medidas permitirão que, a partir de 2027, os doentes oncológicos da região tenham acesso a tratamentos modernos e eficazes sem necessidade de deslocações prolongadas para outras regiões”, refere um comunicado da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

A CCDR Algarve destaca ainda que o programa Algarve 2030 apoia um investimento de 17 milhões de euros destinado a “reforçar cuidados de saúde, em especial na área de oncologia, na região, a desenvolver até 2027”.
Centro Oncológico Regional Integrado do Sul avança
A candidatura apresentada pela Unidade Local de Saúde do Algarve (ULS Algarve), para a implementação de um Centro Oncológico Regional Integrado do Sul (CORIS), com um investimento total de 17 milhões de euros, dos quais 10,23 milhões de euros correspondem a apoio de fundos europeus.
Na segunda-feira a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, inaugurou oficialmente os primeiros investimentos desta candidatura, no Hospital Central do Algarve, em Faro.
O investimento irá, entre outras estruturas, financiar a construção até 2027, em Loulé, do novo Complexo de Diagnóstico Oncológico Avançado (CDOA) do Algarve, que vai permitir aos doentes oncológicos serem tratados totalmente na região, já anunciava a Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve em outubro passado.
O objetivo é que o CDOA resolva o problema de cerca de 800 doentes algarvios que têm de se deslocar anualmente a Sevilha, em Espanha, para realizar uma série de exames oncológicos.
No novo edifício será instalado um equipamento de diagnóstico para realizar tomografias por emissão de positrões (PET), a ressonância magnética nuclear e o Centro de Procriação Medicamente assistida com diagnóstico genético pré-implantatório.
Reforço tecnológico e equidade no acesso à saúde
Em termos gerais, a CCDR avança que para o tratamento específico oncológico, “proceder-se-á ao reforço e modernização dos blocos operatórios nas três unidades hospitalares da região (Faro, Portimão e Lagos) através da aquisição de equipamentos de cirurgia endoscópica avançada, microscopia cirúrgica, torres de vídeo, anestesia e sistemas de suporte crítico, como o ECMO”.
“Reconhecendo a importância crescente da Pneumologia Oncológica, prevê ainda que seja reforçada a capacidade diagnóstica e terapêutica com equipamentos de videotoracoscopia (VATS) e de diagnóstico funcional respiratório”, lê-se no comunicado da CCDR.
A CCDR sublinha que este investimento representa “uma mudança estrutural e transformadora na resposta oncológica do Algarve, reforçando a equidade territorial, a qualidade assistencial, a inovação tecnológica e a centralidade do utente”.
Esta opção resulta, ainda, da premência na resposta a uma doença que afeta cada vez mais a população (a Comissão Europeia estima um crescimento de 24% até 2035) e sobretudo da insuficiência de respostas na região, de acordo com a nota.
“Os fundos europeus de coesão geridos nas regiões continuam, assim, a afirmar-se como um instrumento decisivo para elevar a qualidade dos cuidados de saúde públicos na região e o acesso aos mesmos, neste caso, reforçando as competências do Serviço Nacional de Saúde e reduzindo as desigualdades regionais de acesso a cuidados de saúde especializados”, afirmou José Apolinário, presidente da CCDR Algarve, citado na nota.
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