O Museu Municipal de Portimão recebeu, no passado dia 15 de maio, a cerimónia de assinatura do protocolo do projeto MUSA – Musealização dos Achados Arqueológicos do Fundo do Rio Arade, iniciativa financiada pelo Programa Regional ALGARVE 2030.
O protocolo foi celebrado entre os municípios de Portimão e Lagoa, o Património Cultural, I.P., e a CCDR Algarve, formalizando uma parceria institucional destinada à concretização de um dos mais relevantes investimentos regionais na valorização do património cultural marítimo e subaquático.
A cerimónia contou com a presença da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, bem como de representantes institucionais, investigadores e entidades científicas ligadas ao projeto.
Investimento superior a 3 milhões aposta na valorização do Arade
O projeto MUSA representa um investimento global de 3,475 milhões de euros, dos quais 2 milhões são financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
A iniciativa enquadra-se no objetivo “Cultura e Turismo Sustentáveis” do Programa Regional ALGARVE 2030 e pretende promover a investigação, conservação e musealização dos achados arqueológicos submersos identificados no leito do rio Arade, entre Portimão e Lagoa.
Segundo o presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, o projeto constitui “um exemplo de concertação de vontades entre o nível nacional, regional e municipal”.
O responsável destacou ainda o caráter “estruturante e inovador” da iniciativa para o Algarve e para o país, sublinhando o seu potencial de valorização territorial, turística e cultural.
Projeto inclui museus, arqueologia e espaços visitáveis
Com execução prevista até ao final de 2027, o MUSA contempla campanhas arqueológicas, ações laboratoriais, trabalhos de conservação e restauro, bem como a criação de espaços museológicos físicos e digitais.
Entre as intervenções previstas destacam-se a reformulação do Núcleo de Arqueologia Subaquática do Museu de Portimão, a criação de um núcleo museológico em Lagoa, o desenvolvimento de uma exposição nas margens do Arade e a criação de um museu virtual.
O projeto prevê ainda a instalação de uma reserva arqueológica subaquática visitável, além da produção de conteúdos científicos e iniciativas de divulgação dirigidas à comunidade e aos visitantes.
A Universidade do Algarve, através do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, o CHAM – Centro de Humanidades da Universidade NOVA de Lisboa e a Administração dos Portos de Sines e do Algarve integram também a parceria.
Ministra destaca importância cultural e científica do projeto
Na sessão de encerramento, Margarida Balseiro Lopes afirmou que o projeto ultrapassa “a dimensão da mera conservação arqueológica”, criando condições para transformar “conhecimento científico em património acessível, partilhado e integrado na vida cultural da região e do país”.
A ministra sublinhou ainda que o MUSA constitui “um exemplo nacional de cooperação institucional e de valorização do património cultural submerso português”.
Segundo a CCDR Algarve, o projeto pretende reforçar a ligação das comunidades ao território, valorizando simultaneamente o património histórico ligado ao mar e ao rio Arade.
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