Visitar 90 países é um feito ao alcance de poucos. É preciso tempo, disponibilidade financeira e uma vontade inabalável de explorar o mundo. Foi esse o percurso de uma cidadã norte-americana, que, ao longo dos anos, foi preenchendo o passaporte com carimbos de quase uma centena de nações. A sua regra era simples: visitar cada país apenas uma vez. No entanto, houve um destino europeu que a fez abrir uma exceção. De acordo com o diário espanhol As, a viajante confessou ter regressado já três vezes à Islândia e garante que é o único país onde “voltava uma e outra vez”.
O país que a conquistou à primeira vista
A ideia inicial era clara: conhecer sempre novos lugares. Como contou à publicação citada, não fazia sentido regressar ao Coliseu sem antes conhecer as pirâmides do Egito ou a Antártida. Mas, como em todas as regras, há exceções. A Islândia surgiu primeiro como sugestão de uma amiga, que lhe organizou a viagem. A promessa de ver cascatas imponentes, águas termais, glaciares e campos de lava despertou-lhe a curiosidade.
O impacto foi imediato. Assim que aterrou em Reiquiavique, ficou fascinada com a capital mais a norte do mundo. O jornal As escreve que a primeira impressão foi marcada por um arco-íris pintado numa das ruas principais, símbolo de boas-vindas à comunidade LGTB, que lhe transmitiu uma sensação de inclusão e alegria.
Atrações naturais e bem-estar nórdico
Na sua primeira viagem explorou não só a cidade, como também algumas das paisagens mais emblemáticas do país. Recorda o mergulho na Sky Lagoon, onde participou num ritual inspirado nas tradições de bem-estar nórdicas, experiência que descreve como profundamente relaxante. Visitou ainda praias de areia negra de origem vulcânica, caminhou sobre glaciares e deixou-se impressionar pela grandiosidade das cascatas.
A gastronomia foi outra descoberta marcante, a par da hospitalidade dos islandeses. “Pareciam orgulhosos de mostrar o seu país”, disse à publicação espanhola, acrescentando que se sentiu em casa.
Regresso inesperado e novas aventuras
Apesar da sua convicção de viajar apenas uma vez a cada destino, regressou apenas três meses depois da primeira visita. Um plano familiar falhado abriu espaço para marcar uma nova aventura. Desta vez, optou por um cruzeiro de expedição no norte da ilha. Viu baleias, cruzou o Círculo Polar Ártico e percorreu paisagens de montanhas e campos de lava que descreve como irreais.
O encanto do inverno islandês
Ainda assim, faltava-lhe cumprir outro sonho: ver a aurora boreal. Foi numa terceira visita, durante o inverno, que conseguiu finalmente assistir ao fenómeno, embora de forma breve. O país, agora coberto de neve, apresentou-se-lhe com uma beleza distinta, consolidando o seu fascínio pela Islândia.
A exceção que confirma a regra
Para quem sempre acreditou que o mundo é demasiado grande para repetir destinos, a Islândia revelou-se irresistível. Como resume o jornal As, a viajante mantém a vontade de continuar a descobrir novos países, mas não tem dúvidas de que há um lugar onde quer voltar sempre.
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