À primeira vista, a proposta soa a provocação ou até a erro. Uma campanha recente está à procura de candidatos com um perfil pouco comum e promete uma recompensa que inclui uma viagem paga à Islândia e 40 mil euros de prémio.
Num contexto em que se valorizam competências, portefólios sólidos e resultados consistentes, esta iniciativa segue um caminho inverso. De acordo com o site NiT, especializado em lifestyle, o objetivo passa por demonstrar que, em determinadas circunstâncias, até a falta de habilidade pode produzir resultados surpreendentes.
Uma campanha que aposta no improvável
A responsável pela iniciativa é a companhia aérea Icelandair, que lançou a campanha “Fotógrafo Muito Mau”. O conceito é simples, mas pouco habitual: selecionar alguém com pouca ou nenhuma aptidão para a fotografia e levá-lo até à Islândia para provar que o cenário faz grande parte do trabalho.
O participante escolhido terá acesso a uma viagem de ida e volta com a duração de dez dias, com despesas asseguradas, e receberá um prémio na ordem dos 43 mil euros. O propósito é captar imagens num dos destinos naturais mais reconhecidos do mundo e utilizá-las posteriormente em campanhas da própria companhia.
A Islândia destaca-se pela diversidade paisagística. Entre cascatas de grande dimensão, campos de gelo e fenómenos como as auroras boreais, o país apresenta condições únicas para a captação de imagens marcantes, mesmo sem domínio técnico.
Como participar
As candidaturas estão abertas até ao final de abril e destinam-se a maiores de 21 anos. Entre os requisitos está a posse de passaporte válido para viajar para o Reino Unido, Estados Unidos e Islândia, bem como a autorização para a utilização das imagens captadas durante a experiência.
O processo inclui o preenchimento de um conjunto de seis perguntas e o envio de um vídeo com a duração máxima de 60 segundos. Nesse registo, os candidatos devem explicar por que razão devem ser escolhidos e partilhar exemplos de falhanços em tentativas anteriores de fotografia.
A campanha pretende assim inverter a lógica habitual da comunicação visual, valorizando a espontaneidade e a imperfeição. Segundo a mesma fonte, as imagens recolhidas pelo participante selecionado poderão integrar uma campanha global, reforçando a ideia de que há destinos onde a beleza natural se sobrepõe a qualquer limitação técnica.















