A companhia aérea Ryanair anunciou a implementação de uma nova medida sancionatória que poderá afetar diretamente o bolso dos passageiros. A política já entrou em vigor e aplica-se a situações específicas que, segundo a transportadora, colocam em causa o normal funcionamento dos voos.
De acordo com o Jornal de Negócios, esta abordagem pretende proteger os restantes passageiros e a tripulação, garantindo que o ambiente a bordo se mantém controlado e sem incidentes desnecessários.
A companhia irlandesa não detalhou de imediato todos os critérios, mas confirmou que o valor da penalização mínima será de 500 libras, o equivalente a cerca de 586,5 euros. Em alguns casos, o montante poderá ser superior, dependendo da gravidade da ocorrência.
A medida, segundo a fonte, aplica-se a casos de má conduta a bordo. Trata-se de passageiros que, por comportamentos perturbadores, são obrigados a abandonar a aeronave. Segundo a mesma fonte, a transportadora considera inaceitável que o bem-estar coletivo seja comprometido por atitudes individuais.
Medida pretende dissuadir comportamentos de risco
O novo regime de penalizações surge como resposta a comportamentos considerados inaceitáveis dentro das aeronaves.
A Ryanair assume que estas situações são raras, mas, quando ocorrem, afetam o ambiente e o normal funcionamento dos voos.
De acordo com a mesma fonte, a companhia pretende criar um efeito dissuasor, afastando atitudes que comprometam a pontualidade e o bem-estar coletivo em espaços confinados como as cabines de avião.
Valor da multa pode escalar
A multa por má conduta a bordo estabelecida pela companhia começa nas 500 libras, mas não é fixa. Conforme o grau de perturbação e o impacto causado na operação do voo, o montante pode escalar.
Escreve o Jornal de Negócios que o valor pode ser ajustado caso o comportamento leve a atrasos na descolagem ou obrigue à intervenção das autoridades no aeroporto de escala ou destino.
Ambiente seguro e confortável como prioridade
A transportadora irlandesa justifica esta nova abordagem com a necessidade de garantir que os voos decorrem de forma ordeira, segura e sem constrangimentos. A aplicação da multa por má conduta a bordo surge integrada numa política de tolerância zero.
Refere a mesma fonte que os tripulantes foram instruídos para sinalizar e atuar perante qualquer comportamento que coloque em causa o normal desenrolar do serviço.
Prática isolada, mas transversal ao setor
Apesar dos episódios de indisciplina representarem uma minoria estatística, a Ryanair reconhece que nenhuma companhia está imune a este tipo de ocorrência. A adoção da coima, segundo o comunicado citado, insere-se numa tendência de reforço da autoridade a bordo.
Outras companhias aéreas têm igualmente reforçado medidas internas de segurança e resposta a bordo, embora nem todas recorram a penalizações diretas aplicadas pela transportadora.
Nova política já entrou em vigor
A aplicação da multa por má conduta a bordo começou a vigorar de imediato, segundo o comunicado oficial da Ryanair. Os passageiros que forem retirados de um voo por má conduta serão notificados e obrigados a pagar o valor estipulado pela companhia.
A empresa sublinha que não se trata de um encargo aplicado arbitrariamente, mas de uma consequência direta de ações que perturbem os voos comerciais.
Objetivo é proteger a maioria dos passageiros
A Ryanair reforça que a maioria dos seus clientes viaja de forma respeitosa e sem incidentes. No entanto, considera essencial garantir um padrão mínimo de comportamento a bordo para preservar a experiência de todos os que utilizam os seus serviços.
A multa por má conduta a bordo, conclui o Jornal de Negócios, pretende funcionar como um mecanismo de prevenção, evitando que casos pontuais se tornem situações recorrentes que prejudiquem o funcionamento normal da operação.
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