Já é oficial que o governo espanhol vai proibir, a partir de segunda-feira, 10 de novembro, a criação de aves de capoeira em várias regiões do país. A decisão surge na sequência do aumento de casos de gripe das aves registados nas últimas semanas em território europeu, com o objetivo de travar a propagação do vírus e proteger a saúde pública.
De acordo com o Ministério da Agricultura de Espanha, a proibição vai abranger zonas do sudoeste, centro e norte, identificadas como de maior risco. O ministério explicou, em comunicado, que tem sido observado um aumento significativo de casos tanto em aves domésticas como em aves selvagens, o que indicia um agravamento da situação epidemiológica.
Casos multiplicam-se na Europa
Entre 1 de julho e 5 de novembro, o sistema europeu para doenças animais (ADIS) registou 139 surtos de gripe das aves em explorações avícolas no continente, escreve a mesma publicação. Em Espanha foram confirmados 14 desses focos, o que levou o governo a adotar medidas preventivas mais restritivas.
Segundo a mesma fonte, outros países europeus, como o Reino Unido e França, também recorreram a restrições semelhantes para conter o avanço do vírus. A gripe das aves continua a ser acompanhada de perto pelas autoridades comunitárias, que mantêm alertas ativos e atualizações regulares sobre a situação nos diferentes Estados-Membros.
Portugal mantém vigilância reforçada
Em Portugal, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou novos focos da doença nos distritos de Aveiro e Santarém, em aves em cativeiro. Segundo a DGAV, o número total de ocorrências registadas desde o início do ano subiu agora para 31.
Conforme a mesma fonte, o foco detetado em Aveiro foi identificado numa coleção de aves exóticas e ornamentais, no concelho de Oliveira do Bairro. Em Santarém, o surto ocorreu na Chamusca, também em aves exóticas.
Em ambos os casos, as autoridades aplicaram medidas de contenção imediatas, incluindo o isolamento das zonas afetadas e a eliminação dos animais infetados.
Medidas preventivas em curso
Note que, desde o início do ano, a gripe das aves já tinha sido confirmada em várias espécies no país, incluindo galinhas, patos, gansos e aves selvagens, como gaivotas-de-patas-amarelas e garças-brancas-pequenas.
A DGAV tem reforçado os apelos aos produtores e detentores de aves para que cumpram rigorosamente as normas de biossegurança. Segundo a mesma entidade, é fundamental evitar o contacto entre aves domésticas e selvagens, garantir boas práticas de produção e comunicar de imediato qualquer suspeita de infeção às autoridades veterinárias competentes.
Risco para humanos mantém-se reduzido
Apesar da expansão dos focos entre aves, a transmissão do vírus para humanos é considerada rara. A SIC Notícias refere que apenas foram registados casos esporádicos a nível mundial, embora a infeção, quando ocorre, possa resultar em doença grave.
As autoridades sanitárias espanholas e portuguesas mantêm-se em coordenação com os organismos europeus para monitorizar a evolução da situação, numa altura em que o inverno, período de maior risco para a propagação do vírus, se aproxima.
















