Em pleno verão, e com o calor, o aparecimento de insetos nas praias é quase inevitável. No entanto, e segundo o jornal digital espanhol Noticias Trabajo, um em particular tem gerado preocupação nas zonas costeiras do Mediterrâneo: trata-se da chinche de água gigante (Lethocerus patruelis), um inseto aquático que pode medir até 12 centímetros e cuja picada é descrita como extremamente dolorosa.
O meio de comunicação espanhol refere na sua publicação a existência de um alarme europeu para uma praga de insetos gigantes que tem vindo a picar turistas. Nos últimos meses, foram confirmados avistamentos em destinos turísticos populares como Chipre, sul de Itália e, mais recentemente, na ilha grega de Lesbos. A espécie tem sido observada em zonas com águas calmas, charcos costeiros e até em estuários, locais onde encontra abrigo entre a vegetação.
Dor intensa, mas sem risco grave
Embora a sua presença seja desconfortável e até alarmante pelo aspeto invulgar, este inseto não representa uma ameaça letal. A sua picada, no entanto, pode causar dores semelhantes às de uma vespa, especialmente quando ataca em defesa própria ou se for acidentalmente pisado.
Na costa cipriota, autoridades confirmaram várias queixas de turistas picados, sendo que alguns casos exigiram apoio médico por causa da intensidade da dor. Também em Itália, na região da Calábria, houve relatos de turistas surpreendidos por exemplares junto à areia.
Expansão preocupa especialistas
De acordo com o Noticias Trabajo e dados atualizados de registos entomológicos, esta espécie já foi identificada na Grécia continental, sul de Itália e, pela primeira vez este verão, numa ilha: Lesbos.
A comunidade científica ainda não identificou exemplares deste inseto em Portugal, mas vários entomologistas consideram que ambientes como a Ria Formosa ou estuários algarvios reúnem as condições ideais para o aparecimento da chinche de água gigante nos próximos anos.
Embora ainda não tenha sido avistado em território português, a sua capacidade de voo e atração por luzes artificiais aumentam a probabilidade de dispersão para novas áreas.

O que fazer para evitar encontros indesejados?
O Lethocerus patruelis prefere águas paradas e quentes, com vegetação densa. Durante o verão, a sua presença tende a aumentar, principalmente ao anoitecer. Para reduzir o risco de contacto, a mesma fonte aconselha evitar nadar em zonas com vegetação aquática densa, sobretudo ao entardecer, e prestar atenção a movimentos estranhos na água.
Em caso de picada, recomenda-se desinfetar a zona e aplicar frio local para aliviar a dor. Se os sintomas forem mais intensos ou persistentes, o ideal é procurar assistência médica.
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