Uma imagem incomum a surgir no ecrã de uma caixa Multibanco tem gerado inquietação entre os utilizadores. O alerta, captado num vídeo que circula nas redes sociais, levanta dúvidas sobre a possibilidade de o equipamento ter sido manipulado com intenção criminosa. Com o aumento de esquemas fraudulentos associados a caixas automáticas, cresce a preocupação de que este seja mais um método usado por burlões para enganar vítimas desatentas.
Segundo o Polígrafo SIC, o vídeo mostra de facto uma situação invulgar, na qual um cursor aparece num terminal Multibanco. A gravação é feita por um cidadão que se apercebe da situação e tenta alertar os outros para não usarem a caixa. O tom do vídeo é alarmante, e muitos interpretaram a presença do cursor como sinal inequívoco de que a máquina estaria a ser controlada remotamente por criminosos.
A origem do alerta
Não há evidência de que a máquina em causa estivesse, de facto, comprometida por criminosos informáticos. A presença de um cursor no ecrã poderá ter várias explicações técnicas, incluindo testes de manutenção ou actualizações de software. Ainda assim, o vídeo tornou-se viral, contribuindo para a propagação do alarme entre os utilizadores.
A mesma fonte esclarece que os terminais Multibanco podem, por vezes, apresentar sinais de actividade interna visíveis, como cursores ou menus técnicos, especialmente quando estão a ser alvo de operações de manutenção remota. Estes procedimentos são realizados pelas entidades gestoras e não significam, por si só, uma tentativa de burla ou ataque informático.
Cursor pode surgir por motivos técnicos
Os terminais de Multibanco são sistemas informáticos complexos que, como qualquer outro, estão sujeitos a actualizações, correcções de erros e intervenções remotas. Durante esses procedimentos, é possível que apareçam cursores ou elementos gráficos no ecrã que normalmente não são visíveis ao utilizador.
A mesma fonte explica que, apesar de parecer estranho, o cursor visível não é prova automática de que o sistema foi comprometido. Este tipo de intervenção é feito frequentemente pelos operadores dos terminais para assegurar o bom funcionamento dos equipamentos. No entanto, o vídeo em questão não fornece contexto suficiente para determinar com precisão o que estava a acontecer na máquina.
Vídeo viral sem confirmação oficial
O Polígrafo SIC refere ainda que, até ao momento, nenhuma entidade oficial confirmou que a caixa mostrada no vídeo estivesse sob controlo de criminosos. O alerta “Não metam o cartão” poderá ter sido feito por precaução pelo autor do vídeo, mas não está suportado por qualquer verificação técnica ou pericial.
Segundo a mesma fonte, vídeos como este ganham rapidamente popularidade nas redes sociais devido ao seu carácter alarmante, mesmo quando a informação transmitida não está confirmada. Em situações deste tipo, o mais recomendável é reportar o incidente às autoridades competentes, como a Polícia de Segurança Pública ou a entidade responsável pela gestão do terminal.
Recomendações das autoridades
Embora o vídeo em questão não prove a existência de um ataque, a mesma fonte recorda que existem, de facto, esquemas de burla associados a caixas Multibanco. As autoridades recomendam que os utilizadores estejam atentos a sinais de alteração física nas máquinas, como leitores de cartão soltos, câmaras suspeitas ou teclados falsos.
A mesma fonte destaca que, em caso de dúvida, o utilizador deve evitar usar a máquina e contactar de imediato a entidade bancária ou a polícia. Manter-se informado e agir com prudência continua a ser a melhor forma de evitar fraudes, sem ceder ao pânico gerado por vídeos cuja autenticidade não foi confirmada.
Até ao momento não há indícios de um ataque generalizado a caixas Multibanco em Portugal com recurso ao tipo de controlo remoto mostrado no vídeo. A circulação de imagens alarmantes pode causar confusão e gerar uma sensação de insegurança injustificada.
Este caso serve, no entanto, para reforçar a importância da vigilância sobre possíveis tentativas de burla. Segundo a mesma fonte, qualquer comportamento estranho numa máquina de Multibanco deve ser comunicado às autoridades e nunca ignorado, mesmo que não haja confirmação imediata de um ataque.
Apesar do impacto do vídeo, não foram registadas queixas oficiais ligadas a este incidente em específico. A mesma fonte salienta que o simples aparecimento de um cursor não deve ser interpretado como um ataque confirmado, sendo necessário reunir mais dados antes de tirar conclusões definitivas.
O caso está agora a ser analisado pelas entidades competentes, mas, segundo a mesma fonte, não há motivo para alarme generalizado. A verificação das máquinas e a resposta técnica a situações anómalas fazem parte da rotina de segurança dos sistemas bancários portugueses.
Em suma, apesar do vídeo ter causado preocupação, a sua interpretação como sinal de pirataria informática não está, até ao momento, sustentada por provas. Como referiu o Polígrafo SIC, a presença do cursor pode ter origem em causas legítimas e não criminosas.
Ainda assim, os especialistas continuam a recomendar precaução e reporte de comportamentos anómalos em caixas Multibanco. Segundo a mesma fonte, estar atento e informado é o primeiro passo para garantir segurança nas transações.
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