Comer lagosta grelhada à beira-mar, mergulhar em águas cristalinas e ouvir português do outro lado do mundo. Esta é a promessa de um destino que combina exotismo e familiaridade, e onde um prato generoso deste marisco pode custar ‘apenas’ 16 euros.
Localizado na costa oriental de África, Moçambique surge como uma opção cada vez mais atraente para viajantes em busca de autenticidade, natureza e boa gastronomia. Aqui, a herança portuguesa mistura-se com influências africanas e indianas, criando um mosaico cultural ímpar.
Segundo o site menu.ps.me, um restaurante em Tofo, a “Casa na Praia”, serve uma lagosta grelhada de 600 gramas por cerca de 1 200 meticais, o equivalente a aproximadamente 16 euros ao câmbio médio de junho de 2025 (1 € ≈ 73,6 MZN, de acordo com a plataforma Wise). Este valor contrasta fortemente com os preços praticados em Portugal ou em destinos turísticos europeus.
Areia branca e vida marinha exuberante
Com centenas de quilómetros de litoral banhado pelo Índico, Moçambique oferece praias de areia fina e recifes de coral.
Tofo, Vilanculos e o arquipélago de Bazaruto são algumas das zonas mais procuradas por quem gosta de mergulhar com tubarões-baleia ou explorar formações subaquáticas intocadas.
O país é o único do Índico com o português como língua oficial, o que facilita a comunicação e torna a experiência ainda mais acolhedora para os visitantes lusófonos.
Gastronomia a preço de saldo
A acessibilidade da lagosta deve-se, em parte, à abundância local. Explica o site menu.ps.me que os restaurantes compram diretamente aos pescadores, sem grandes intermediários.
Em Maputo, o restaurante Ocean Maputo apresenta preços entre 3 400 e 3 500 meticais por quilo de lagosta, ideal para dividir entre dois.
Segundo a mesma fonte, o menu é composto por pratos simples e frescos, onde o marisco é o protagonista, muitas vezes servido apenas com piripíri e limão. Uma refeição completa, com cerveja local incluída, pode não ultrapassar os 20 euros.
Além da praia: safaris e património
Moçambique não é só costa. O interior alberga parques naturais como o da Gorongosa, considerado um dos mais biodiversos do continente.
A norte, a Ilha de Moçambique, Património da Humanidade pela UNESCO, exibe as marcas de séculos de presença portuguesa, com igrejas, fortes e edifícios coloniais em pedra coralina.
Escreve o site Wise que a moeda local (metical) se mantém relativamente estável face ao euro, tornando o destino também financeiramente competitivo.
Cultura, música e hospitalidade
Maputo, a capital, é vibrante. A música tradicional, como a marrabenta, enche as ruas, cruzando-se com géneros modernos.
Os festivais culturais são frequentes, e o povo moçambicano é conhecido pela hospitalidade. A gastronomia, a dança e os mercados locais oferecem uma imersão plena numa cultura rica e diversa.
Preparar a viagem
Turistas da União Europeia podem obter facilmente um visto online, válido por 30 dias, por cerca de 10 dólares.
A melhor altura para visitar é entre maio e outubro, durante a estação seca, quando as temperaturas são mais amenas e há menos risco de chuvas intensas.
É aconselhado o uso de profilaxia antimalária em todo o território e, segundo recomendações internacionais, é preferível conduzir com carta internacional.
Para quem pretende explorar de carro, a condução faz-se pela direita e o trânsito nas zonas urbanas pode ser caótico.
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