As fraudes e abusos relacionados com viagens aumentam consideravelmente durante o verão, afetando milhares de consumidores em Portugal e em toda a Europa, segundo revelou recentemente a Organización de Consumidores y Usuarios (OCU). Os principais riscos incluem alojamentos de férias inexistentes, ofertas de serviços que não correspondem à realidade e reservas feitas através de agências ou plataformas que desaparecem após o pagamento. A situação agrava-se sobretudo nos meses de julho e agosto, quando a procura por escapadelas e alojamentos atinge o seu pico.
De acordo com declarações de Enrique García, porta-voz da OCU, publicadas pelo jornal 20minutos, as burlas mais frequentes ocorrem no setor do alojamento de curta duração, sobretudo em plataformas digitais. A prática consiste, muitas vezes, na publicação de anúncios com fotografias apelativas e preços abaixo do mercado, em zonas turísticas muito procuradas.
Quando o consumidor tenta formalizar a reserva, os burlões criam obstáculos para que o pagamento não seja feito pela plataforma oficial, mas sim por transferência direta, altura em que o dinheiro é desviado e o alojamento nunca chega a existir.
As falsas promessas e reservas-fantasma
Segundo a mesma fonte, também as agências de viagens são, embora com menor frequência, palco de práticas lesivas para os consumidores. Há casos relatados em que estas entidades cobram antecipadamente por pacotes turísticos, voos ou serviços adicionais, e depois deixam de dar resposta ou não cumprem com o contratado, deixando os clientes sem soluções à chegada ao destino.
No que diz respeito à hotelaria tradicional, os problemas mais comuns prendem-se com promoções ou programas alegadamente exclusivos, como cartões de fidelização ou pacotes premium. Conforme a fonte acima citada, em muitos desses casos o que se encontra no local é bastante inferior ao prometido, e o cliente acaba por sentir-se enganado. Uma situação semelhante pode ocorrer com alugueres de viaturas, onde os veículos entregues não correspondem ao contratado ou são aplicadas taxas inesperadas.
Cuidados a ter antes de reservar
É recomendado que todas as reservas sejam feitas através de plataformas seguras e com histórico de avaliações credíveis. Desconfie de ofertas com preços significativamente mais baixos do que os praticados no mercado e evite realizar pagamentos fora dos canais oficiais.
Confirmar a existência real do alojamento, através de ferramentas para viagens como Google Maps ou contacto direto com o proprietário, é também uma prática prudente.
Por fim, a OCU reforça que qualquer situação de abuso pode e deve ser denunciada às autoridades competentes, como o organismo de defesa do consumidor ou a polícia.
Segundo Enrique García, o número de queixas tende a aumentar significativamente nos meses de verão, sendo fundamental que os consumidores estejam informados sobre os seus direitos e tomem precauções antes de efetuar qualquer pagamento.
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