Durante os dias de maior calor, o ar condicionado torna-se um dos aparelhos mais utilizados nas casas portuguesas. Mas a comodidade tem um custo. Com o aumento no consumo do ar condicionado, também disparam as contas da luz, e nem sempre é fácil perceber como reduzir o impacto sem abdicar do conforto, mas há um botão que o pode ajudar a controlar o orçamento.
De acordo com o jornal espanhol El Economista, há uma solução simples que pode ajudar a reduzir os gastos em até 40 %, sem recorrer a truques milagrosos nem investir em novos equipamentos.
O segredo está num botão que já existe na maioria dos comandos de ar condicionado, e que muitos nunca chegaram a usar.
O botão ‘escondido’ no comando
O modo de poupança energética pode surgir sob nomes diferentes: “AI Smart”, “Eco”, “Modo Inteligente”, ou “Economia de Energia”. Trata-se de uma função automática que ajusta a potência do aparelho consoante a temperatura, humidade e até o número de pessoas no espaço.
Segundo a mesma fonte, esta funcionalidade permite ao ar condicionado adaptar-se em tempo real, reduzindo o esforço do compressor após atingir a temperatura ideal e mantendo o ambiente confortável com menor consumo.
Diferença na fatura ao final do mês
Um teste citado no vídeo da publicação demonstrou que, enquanto uma família que manteve o modo normal ativo durante um mês pagou cerca de 65 euros, outra que usou o modo automático conseguiu reduzir esse valor para perto de 40 euros.
A poupança acontece por o aparelho evitar ciclos de arranque contínuos e manter o equilíbrio térmico com menor esforço.
Evitar os erros mais comuns
Há também maus hábitos que contribuem para contas mais elevadas. Um dos erros mais frequentes, de acordo com o mesmo jornal, é desligar o ar condicionado quando se sai de casa por pouco tempo. Religar o aparelho após 30 ou 60 minutos de ausência cria picos de consumo superiores ao que gastaria se o mantivesse ligado.
Para ausências inferiores a 90 minutos, a recomendação é simples: deixar o aparelho em funcionamento contínuo.
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Desumidificar não é sinónimo de poupança
Muitos acreditam que o modo de desumidificação consome menos energia. Mas, segundo El Economista, o consumo é semelhante ao modo de arrefecimento.
Esta opção apenas se justifica em dias com elevada humidade, como após tempestades de verão. O ideal, explicam, é começar com o arrefecimento durante cerca de duas horas e só depois mudar para a desumidificação.
Direção do ar e localização fazem a diferença
Apontar o fluxo de ar para o tecto, e não diretamente para baixo, permite uma distribuição mais uniforme da temperatura. O ar frio desce por gravidade, arrefecendo melhor todo o espaço.
Um exemplo referido no artigo espanhol compara duas casas com modelos idênticos de ar condicionado: a que usava o fluxo orientado para baixo gastava mais 35 euros por mês, em média.
Manutenção e truques extra
A manutenção também tem impacto direto no consumo. Limpar os filtros a cada duas semanas ajuda a manter o fluxo de ar estável e a evitar sobrecargas no sistema.
Outro truque recomendado é o uso de cortinas blackout durante as horas de maior exposição solar, especialmente entre as 14h e as 17h. Isto evita o aquecimento excessivo do espaço e reduz o esforço necessário para o arrefecer.
Poupar sem perder conforto
Com pequenos ajustes no uso e manutenção, é possível tornar o ar condicionado mais eficiente e evitar surpresas no final do mês.
Ativar o modo automático (esse botão que muitos desconhecem) pode ser o primeiro passo para manter a casa fresca sem aquecer a carteira.
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