O “desfile de planetas” refere-se a um período em que vários planetas ficam visíveis na mesma faixa do céu, criando a sensação de um alinhamento raro e especial. Trata-se de um fenómeno astronómico que tem sido explicado por fontes como a NASA e a National Geographic Portugal, e que deverá ganhar destaque no final de fevereiro de 2026.
De acordo com a NASA, quando se fala em “desfile” ou “alinhamento” não se está a dizer que os planetas ficam alinhados de forma perfeita no espaço. O que acontece é um efeito de perspetiva: vistos da Terra, aparecem distribuídos ao longo da eclíptica, a “linha” imaginária por onde o Sol, a Lua e os planetas parecem mover-se no céu.
A National Geographic Portugal reforça esta ideia e sublinha que não existe uma única data “mágica”. Em vez disso, o fenómeno desenrola-se ao longo de vários dias. No caso deste ano, a janela principal deverá estender-se sensivelmente de 20 de fevereiro até ao início de março, com melhores condições pouco depois do pôr do Sol.
Embora a data de 28 de fevereiro seja frequentemente mencionada, a própria publicação indica que é mais rigoroso falar numa sequência de noites favoráveis no final do mês.
Seis planetas no mesmo cenário
Segundo a mesma fonte, no final de fevereiro poderão estar visíveis ao início da noite seis planetas: Mercúrio, Vénus, Saturno, Neptuno, Urano e Júpiter.
A NASA também destaca este alinhamento como um dos eventos astronómicos relevantes do ano, referindo que, nessa altura, os seis estarão acima do horizonte pouco depois do pôr do Sol, embora com níveis de visibilidade diferentes.
É aqui que entra a parte prática. De acordo com a agência espacial americana, quatro destes planetas podem ser vistos sem qualquer equipamento, desde que o céu esteja limpo e haja pouca poluição luminosa. Já Urano e Neptuno, regra geral, exigem binóculos ou telescópio, por serem bastante menos brilhantes.
Onde olhar e o que esperar
Os guias de observação citados em publicações de astronomia indicam que, pouco depois do pôr do Sol, a atenção deve concentrar-se no horizonte oeste ou oeste-sudoeste. É nessa zona que Vénus, Mercúrio e Saturno tendem a surgir mais baixos e a desaparecer relativamente cedo. Por isso, um horizonte desimpedido faz toda a diferença.
Mais acima no céu, Júpiter costuma destacar-se com facilidade devido ao brilho intenso, funcionando quase como ponto de referência. Quanto a Urano, alguns guias, citados pelas mesmas fontes, sugerem usar a região das Plêiades como orientação para o localizar, embora a observação continue a ser mais segura com ajuda óptica.
A fonte portuguesa descreve este tipo de fenómeno como uma “janela curta”: convém procurar logo após o pôr do Sol, antes de os planetas mais baixos se perderem no crepúsculo.
Já os guias práticos de astronomia alertam para uma regra simples de segurança, também alinhada com recomendações da NASA: qualquer utilização de binóculos ou telescópio deve acontecer apenas depois de o Sol se ter posto por completo, para evitar riscos oculares.
Este fenómeno é mesmo raro?
A NASA explica que ver dois ou três planetas ao entardecer é algo relativamente comum ao longo dos anos. O menos habitual é conseguir observar quatro ou cinco planetas brilhantes ao mesmo tempo, e estes “desfiles” não acontecem todos os anos, embora também não sejam acontecimentos excecionalmente raros.
Quando o cenário envolve seis planetas acima do horizonte no início da noite, mesmo que dois deles exijam equipamento, já se trata de uma combinação mais incomum. É por isso que instituições científicas e meios de divulgação destacam estas ocasiões nos seus calendários anuais.
















