A partir de 1 de janeiro de 2026, apenas um tipo de sinalização será válido para indicar avarias nas estradas em Espanha e muitos condutores desconhecem as implicações da mudança. De acordo com o jornal espanhol 20minutos, a luz V16 homologada vai substituir definitivamente o triângulo de emergência, tornando-se o único dispositivo legal para sinalizar um incidente rodoviário.
A alteração abrange 25 milhões de veículos matriculados em Espanha, incluindo automóveis ligeiros, comerciais, transporte de mercadorias, autocarros e conjuntos automóveis não classificados como especiais, sendo obrigatório transportar o equipamento no veículo.
Quanto custa e por que motivo está a gerar discussão
O dispositivo custa cerca de 45 euros, representando um novo encargo para os proprietários. Segundo a mesma fonte, o impacto económico será considerável e poderá gerar perto de 300 milhões de euros em IVA, movimentando cerca de 1.125 milhões no primeiro ano de implementação. Os utilizadores de bicicletas, motociclos, ciclomotores e veículos de mobilidade pessoal não terão de fazer este investimento, uma vez que não são obrigados a adotar o novo sistema de sinalização.
A exceção não se limita apenas aos veículos ligeiros de duas rodas. Escreve o jornal que existe um grupo de automóveis que continuará autorizado a utilizar o triângulo tradicional, escapando à transição obrigatória para a V16. Esta faixa de condutores não será obrigada a investir no novo equipamento, o que tem alimentado o debate entre quem considera a medida inesperada ou pouco clara.
Quem pode manter o triângulo de emergência
Os veículos matriculados fora de Espanha, entre os quais os portugueses, poderão continuar a utilizar o triângulo de emergência. Acrescenta a publicação que a DGT não tem competência para obrigar condutores de outros países da União Europeia ou de Estados com acordos de circulação a substituir o equipamento, uma vez que a sinalização com o triângulo permanece válida nos respetivos territórios de origem.
A lista inclui países, como Andorra, Chile, Colômbia, Japão, Suíça, Reino Unido ou Irlanda do Norte, entre vários outros. Refere a mesma fonte que Espanha é, para já, o único Estado a exigir a compra da V16, uma realidade que tem gerado dúvidas sobre as características e utilização do dispositivo luminoso.
Multas, fiscalização e responsabilidades
A substituição é acompanhada de um enquadramento sancionatório. A penalização por ausência do dispositivo será equivalente à aplicada atualmente para a circulação sem o triângulo, resultando numa coima de 80 euros. A partir de 2026, caso o veículo pare por avaria e o condutor não utilize a luz homologada, a Guardia Civil poderá aplicar a multa.
O incumprimento das regras de segurança na via pública vai além da sinalização. Conforme o 20minutos, abandonar o veículo sem colete refletor constitui infração grave e pode originar uma penalidade de 200 euros e perda de quatro pontos na carta de condução. A recomendação para quem atravessa a fronteira passa por confirmar se o veículo está matriculado em Portugal ou noutro país abrangido pela exceção, garantindo que não arrisca uma sanção inesperada.















