A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António declarou Situação de Alerta de âmbito municipal, face à “elevada probabilidade de cheia e transbordo do Rio Guadiana”, tendo por base os dados técnicos e operacionais atualmente disponíveis.
Em comunicado, a autarquia refere que a decisão resulta do agravamento das condições meteorológicas e hidrológicas, com impacto direto nas zonas ribeirinhas e áreas potencialmente inundáveis do concelho.
O Município de Vila Real de Santo António indica que se tem registado “precipitação intensa e persistente nos últimos dias, com previsão de continuidade até 8 de fevereiro”. As bacias hidrográficas a montante apresentam afluências elevadas, com caudais que “poderão aproximar-se dos 6.000 m³/s”.
Segundo a autarquia, este cenário aumenta significativamente o risco de cheias, exigindo uma resposta preventiva e articulada por parte das entidades competentes.
Descargas nas barragens agravam o risco
De acordo com o município, as barragens do Alqueva e de Pedrógão, em Portugal, e de Chança, em Espanha, “encontram-se a efetuar descargas de segurança com débitos elevados”. A coincidência destes caudais com os períodos de preia-mar poderá “agravar a situação nas zonas ribeirinhas”.
A Câmara Municipal alerta ainda que o efeito de “tampa” na foz do Guadiana dificulta o escoamento das águas, potenciando o risco de transbordo durante os períodos mais críticos.
Coordenação e medidas preventivas
No âmbito da Situação de Alerta, foram ativados o Centro de Coordenação Operacional Municipal e a Comissão Municipal de Proteção Civil, assegurando a articulação com o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve.
Entre as medidas em curso, o município destaca o reforço da monitorização permanente, o reforço dos meios de bombeiros, forças de segurança e serviços municipais, bem como o eventual condicionamento de acessos a zonas ribeirinhas. Está igualmente prevista a preparação de ações de evacuação preventiva, caso se revele necessário.
A autarquia apela à população para que “siga todas as orientações e medidas preventivas”, evitando a circulação em zonas de risco e acompanhando apenas a informação oficial divulgada pelos canais institucionais.
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