A Associação de Veteranos Paraquedistas do Algarve (AVPA) realizou, na passada segunda-feira, uma visita à Escola Militar de Paraquedismo Méndez Parada, em Alcantarilla, na região de Múrcia, em Espanha.
A iniciativa insere-se nas comemorações do 70.º aniversário da criação, em 1956, do Batalhão de Caçadores Paraquedistas, unidade histórica sediada em Tancos.

A comitiva contou também com a participação da Associação de Paraquedistas do Alentejo (APA) e de dois elementos do Grupo Motard Asas ao Peito.
A ligação histórica entre Portugal e esta escola militar remonta a 1955, quando os primeiros paraquedistas portugueses, conhecidos como Pioneiros de Espanha, ali realizaram o seu curso.
Homenagem aos pioneiros portugueses
Entre os participantes esteve Manuel Arsénio da Luz, um dos pioneiros de 1955, atualmente com 92 anos, que integrou o curso de paraquedismo naquela escola.
O antigo militar emocionou-se durante a visita, nomeadamente quando o comandante da base aérea apresentou a sua ficha de aluno, com mais de sete décadas.

Outro momento marcante ocorreu quando foi aberta, de forma excecional, a aeronave Junkers Ju-52, semelhante à utilizada durante a sua formação.
Ao regressar ao interior do avião, onde realizou os seus primeiros saltos, o veterano protagonizou um momento de grande carga simbólica e emocional.
Programa incluiu demonstrações e visitas técnicas
Durante a visita, a comitiva assistiu a treinos da equipa de queda-livre PAPEA e a exercícios de candidatos ao curso de piloto tandem.
Os participantes tiveram ainda acesso ao túnel de vento da escola, onde puderam observar demonstrações realizadas por instrutores e alunos.

A visita incluiu também uma passagem pelo espaço de dobragem de paraquedas e pelo núcleo histórico da escola, onde está retratada a evolução da instituição ao longo de 79 anos.
Foi ainda confirmado que a placa de homenagem aos pioneiros portugueses será colocada em destaque nesse espaço museológico.
Espírito de irmandade marcou encontro
A visita foi considerada uma experiência marcante tanto para os 23 elementos da comitiva como para os militares espanhóis que acompanharam a iniciativa.
Segundo a associação, este tipo de encontros reforça os laços entre paraquedistas, destacando um sentimento de pertença comum.

Nesse sentido, é sublinhado que estas experiências refletem “um sentimento de Irmandade, de “tribo””.
A comitiva regressou a Portugal ao final do dia, encerrando uma jornada marcada pela memória, partilha e valorização histórica.
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