A União dos Sindicatos do Algarve assinala o 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, como “a jornada de luta maior em que os trabalhadores e as suas organizações sindicais de classe afirmam na rua as suas justas reivindicações”.
A estrutura sindical apela à mobilização para a jornada do 1.º de Maio, com concentração em Faro. A iniciativa tem início às 10:00, junto ao mercado municipal, seguindo-se uma manifestação até ao relvado junto ao Teatro das Figuras.
A organização sublinha que a data ocorre num contexto de agravamento das condições de vida, marcado pelo aumento do custo de vida e pelas dificuldades sentidas por muitas famílias.
Segundo o comunicado, “os trabalhadores e o povo sentem, cada vez mais, dificuldades em comprar comida, pagar combustíveis e eletricidade, pagar a renda da casa e a medicação”.
Paralelamente, denuncia-se o aumento dos lucros de grandes empresas, referindo “o escandaloso aumento dos lucros das grandes empresas petrolíferas, da grande distribuição, da banca”.
Sindicatos apontam críticas ao Governo
A União dos Sindicatos do Algarve acusa o Governo PSD/CDS, com o apoio da Iniciativa Liberal e do Chega, de não implementar medidas que mitiguem o impacto do custo de vida.
De acordo com a estrutura sindical, o executivo “insiste em infernizar a vida dos trabalhadores”, ao manter políticas que favorecem grandes grupos económicos.
Neste contexto, o 1.º de Maio será marcado por reivindicações como o aumento de salários e pensões, a defesa dos direitos consagrados na Constituição e a melhoria dos serviços públicos.
Os trabalhadores vão também exigir o direito à habitação e melhores condições de vida.
Rejeição de alterações laborais
No comunicado, os sindicatos alertam para a intenção do Governo de avançar com um pacote laboral, considerando que “Não dá para continuar assim!” e que os trabalhadores rejeitam estas medidas.
Entre as críticas estão a facilitação dos despedimentos, a precariedade laboral, a desregulação dos horários de trabalho e a desvalorização salarial.
Os sindicatos apontam ainda para ameaças ao direito à greve, à liberdade sindical e à contratação coletiva.
A estrutura defende que a riqueza produzida deve ser melhor distribuída, afirmando que “os trabalhadores não aceitam o retrocesso civilizacional, nem o agravamento das desigualdades sociais”.
A jornada do 1.º de Maio inclui um momento cultural com Luís Galrito e António Hilário, além de intervenções sindicais.
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