O vento forte que se fez sentir no Algarve durante esta madrugada provocou sobretudo quedas de árvores, não havendo, até ao momento, registo de situações graves, estando previsto um desagravamento das condições meteorológicas, indicou à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
Segundo a fonte do Comando Sub-Regional do Algarve da Proteção Civil, contactada pela Lusa às 09:00, a maioria das ocorrências registadas durante a madrugada e a manhã no distrito de Faro esteve relacionada com quedas de árvores, “não havendo situações de muito relevo, nem danos significativos”.
“Todos os municípios estão a conseguir resolver as situações e mantém-se a prontidão ao nível municipal”, referiu a mesma fonte, acrescentando que as ocorrências se verificaram um pouco por toda a região, desde o barlavento até ao sotavento algarvio.
Mais de 70 ocorrências mobilizaram 210 operacionais
Às 09:00, encontravam-se em curso 72 ocorrências no Algarve, envolvendo um total de 210 operacionais, adiantou ainda a fonte, salientando que poderão existir danos materiais, como viaturas danificadas, embora ainda não seja possível identificar com precisão as zonas afetadas.
Entretanto, apesar de o vento intenso ainda se fazer sentir e se registar alguma precipitação, o pior já terá passado, com o desagravamento do mau tempo desde as 09:00, referiu a mesma fonte.
“Segundo o radar [meteorológico], o pior já terá passado e [a depressão] já está a sair do território e a deslocar-se para sul”, disse, precisando que a maior parte das ocorrências no distrito ocorreu entre as 03:00 e as 06:00.
Depressão Kristin mantém avisos e estado de prontidão
Segundo fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), no Algarve, às 07:30, continuavam a registar-se rajadas “muito intensas”, com Faro a registar 100 km/h e as serras algarvias valores que podem chegar aos 130 quilómetros por hora.
A depressão Kristin fez-se sentir sobretudo entre as 03:30 e as 06:00 no centro e, a partir das 07:00, mais no interior, indicou a mesma fonte.
Portugal continental está hoje a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, após outras duas tempestades nos últimos dias – Ingrid e Joseph –, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo IPMA.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal.
Os distritos de Coimbra e Leiria foram os mais afetados e no distrito de Lisboa, no concelho de Vila Franca de Xira, uma pessoa morreu quando uma árvore caiu sobre a viatura que conduzia.
O IPMA qualificou a Kristin como “ciclogénese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.
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