Faro, capital do Algarve, tem vindo a afirmar-se como mais do que uma porta de entrada no sul do país. Situada junto à Ria Formosa e com um centro histórico preservado, a cidade oferece aos visitantes um equilíbrio entre património cultural, natureza protegida e gastronomia de base marítima. De acordo com o jornal La Razón, a cidade distingue-se por uma combinação de ritmo sereno, autenticidade local e proximidade com paisagens naturais.
A Cidade Velha é o núcleo histórico onde esse encontro entre tempos se torna mais evidente. Com ruas empedradas e edifícios com fachadas cobertas de azulejos, revela a herança arquitetónica da região. A Catedral de Santa Maria, cujas origens remontam a 1251, foi erguida sobre antigos vestígios romanos e islâmicos. No seu interior destacam-se retábulos dourados, um órgão histórico e azulejos setecentistas.
Caminhar entre pedras antigas e águas calmas
A poucos quilómetros do centro de Faro encontram-se as ruínas romanas de Milreu, um dos mais relevantes testemunhos do passado romano da região. Segundo a mesma fonte, trata-se de uma antiga villa do século I d.C., com mosaicos ainda visíveis, colunas e um templo transformado em igreja paleocristã. O local encontra-se rodeado de vegetação e oferece uma perspetiva tranquila e acessível da presença romana no sul da Península Ibérica.
No entanto, o maior destaque de Faro é natural: o Parque Natural da Ria Formosa. Este sistema lagunar de 60 quilómetros, que se estende ao longo da costa oriental do Algarve, é considerado uma das Sete Maravilhas Naturais de Portugal. Conforme explica a publicação espanhola, o ecossistema alberga flamingos, lontras e camaleões, sendo possível observá-los em passeios de barco ao longo dos canais e sapais.
Onde o mar dita o ritmo à mesa
A ligação ao mar reflete-se também na oferta gastronómica da cidade. Pratos, como a cataplana de marisco, o arroz de lingueirão ou as amêijoas à Bulhão Pato fazem parte da ementa habitual nos restaurantes locais. Segundo o La Rázon, outras especialidades incluem o polvo assado, os filetes de sardinha grelhada e a açorda de gambas. Nas sobremesas destacam-se os Dom Rodrigos, doces conventuais à base de gema de ovo e amêndoa, e os figos recheados, muitas vezes com nozes e chocolate.
Faro preserva uma relação estreita com o seu território, também na forma como se organiza o alojamento. Desde hotéis boutique até casas rurais próximas da natureza, existem várias alternativas de estadia com preocupações de sustentabilidade. Acrescenta a publicação que esta oferta tranquila contrasta com o movimento mais intenso de outras cidades turísticas do sul do país.
Um ponto de partida ou chegada
A localização de Faro permite também explorar outras zonas do Algarve com facilidade. O aeroporto internacional situa-se a escassos minutos do centro da cidade e é uma das principais portas de entrada no país para quem chega do estrangeiro. A partir de Faro, a costa prolonga-se por cerca de 150 quilómetros. A oeste surgem locais emblemáticos, como a Praia da Marinha ou a Praia do Camilo, conhecidas pelas suas formações rochosas e águas cristalinas.
Segundo o La Razón, o que torna Faro “especial” é precisamente esta combinação de acessibilidade e autenticidade. A cidade funciona como um ponto de entrada, mas muitos visitantes acabam por se fixar ali mais tempo do que previam.
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