No extremo ocidental do Algarve, há uma aldeia piscatória que mantém viva a identidade marítima e cuja praia se destaca por estar abrigada do vento. Localizada a apenas vinte quilómetros de Sagres, esta povoação ergue-se como um anfiteatro natural sobre um areal dourado, rodeado por falésias e com embarcações tradicionais junto à areia.
De acordo com a revista National Geographic, a aldeia do Burgau faz parte do concelho de Vila do Bispo e conserva um casario branco, por vezes decorado com azul vivo e ruas estreitas de paralelepípedos. É também conhecida pelo seu ambiente que remete para uma ilha grega, embora mantenha traços profundamente portugueses.
Uma praia abrigada e com águas tranquilas
Segundo a mesma fonte, a Praia de Burgau é estreita, com cerca de 350 metros de extensão, encaixada entre uma falésia a poente e as casas da aldeia a nascente. O areal, por vezes reduzido no inverno, é no verão um ponto de encontro de famílias e visitantes, atraídos pelas águas azul-turquesa e pela proteção natural contra os ventos predominantes do norte.
Acrescenta a publicação Algarve Portugal Tourism que o Burgau é a povoação mais a leste da Costa Vicentina, marcando a transição para uma faixa litoral mais selvagem e menos urbanizada. O local é também procurado por quem quer explorar tanto o Algarve mais turístico como as áreas naturais protegidas da região.
Herança piscatória e origem do nome
Apesar de hoje o turismo ter maior peso na economia local, os barcos de pesca continuam a ser presença habitual na praia, abastecendo restaurantes e tabernas com peixe fresco e marisco.
Explica o site do Município de Vila do Bispo que o nome da Praia de Burgau vem de um molusco marinho, também conhecido como “caramujo” ou “burrié”, comum nas rochas da zona. A aldeia tem origem numa antiga armação de pesca de atum, documentada desde o século XVI, e mantém tradições ligadas à faina.
‘À porta’ de um parque natural
De salientar que a aldeia do Burgau marca o início do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma área protegida que se estende até Sines, no Alentejo. O enquadramento paisagístico e a preservação cultural tornam o destino apelativo para visitantes em busca de tranquilidade e contacto direto com o mar.
De manhã, é comum ver pescadores a trabalhar junto à rampa de pedra calcária no centro da baía, testemunho vivo da ligação entre a comunidade e o oceano.
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