Em pleno verão algarvio, quando a procura pelas praias atinge o seu auge, há um areal que se tem destacado, mas não pelas melhores razões. O local, conhecido pela tranquilidade e pelas águas transparentes, viu-se recentemente afetado por uma situação que está a condicionar a presença de banhistas e a atividade comercial em redor.
A praia em causa é a Praia Manuel Lourenço, localizada no concelho de Albufeira, uma das zonas balneares mais visitadas do país durante os meses quentes. De acordo com a SIC Notícias, a acumulação excessiva de algas tem vindo a ocupar grande parte do areal, deixando pouco espaço útil para os frequentadores habituais.
Um problema que se alastra no verão
Segundo a mesma fonte, esta situação não se limita apenas à ocupação física da praia. As algas acumuladas geram um odor intenso e contribuem para o aumento do número de mosquitos, tornando o ambiente menos apelativo para os veraneantes.
Escreve a publicação que os pescadores locais também têm registado dificuldades, uma vez que o excesso de matéria vegetal interfere com o lançamento e recolha das redes. A limpeza promovida pelas entidades municipais tem-se revelado insuficiente para resolver o problema.
Impacto no turismo e na restauração
Conforme explica um funcionário de um restaurante nas imediações, a frequência de clientes diminuiu nas últimas semanas, reflexo direto da menor afluência de banhistas. Refere a mesma fonte que os turistas têm preferido praias vizinhas, o que está a prejudicar vários negócios da zona.
Apesar de existirem ações de manutenção, estas não têm conseguido dar resposta eficaz ao fenómeno natural, que se intensifica com a subida das temperaturas e a ausência de marés fortes que dispersariam as algas acumuladas.
Características naturais da praia
De acordo com o Município de Albufeira, a Praia Manuel Lourenço situa-se numa enseada resguardada por falésias recortadas, com acesso feito por estrada asfaltada a partir do eixo Guia-Galé.
O areal, de menores dimensões quando comparado com outras praias do concelho, é pontuado por formações rochosas que criam abrigos naturais.
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Explica ainda o site Visit Algarve que a praia possui uma plataforma rochosa a leste, ideal para observação da vida marinha durante a maré baixa. A vegetação da zona inclui espécies resistentes à maresia, como a salgadeira e a barrilha, e plantas aromáticas que se desenvolvem na encosta rochosa.
Um areal com valor ecológico
Sublinha a mesma fonte que a Praia Manuel Lourenço integra sistemas naturais sensíveis e não é influenciada diretamente por núcleos urbanos. Esta característica confere-lhe um perfil particular, com uma biodiversidade notável e ambientes propícios ao snorkeling.
Durante a época balnear, a praia é vigiada e dispõe de infraestruturas de apoio, como restaurante, sanitários e um posto de informação. O estacionamento é limitado nas imediações, mas existem áreas organizadas a cerca de 100 metros da entrada principal.
Recomendações de segurança
Apesar da beleza natural, há riscos associados à instabilidade das falésias, especialmente nas extremidades da praia. Conforme sublinha o Visit Algarve, é aconselhável manter uma distância segura às paredes rochosas devido à possibilidade de deslizamentos.
O acesso pedonal faz-se através de uma escada de madeira ou rampa, o que confere alguma acessibilidade, ainda que limitada a quem tenha mobilidade reduzida. A orientação da praia é sudoeste, oferecendo boas condições para a exposição solar ao longo do dia.
Entre a beleza e o desafio ambiental
A acumulação de algas não é exclusiva desta praia, mas o impacto na Praia Manuel Lourenço tem sido particularmente notado este verão. Os efeitos são visíveis na paisagem e na dinâmica local, gerando preocupação entre operadores turísticos e comerciantes da zona.
Conforme acrescenta a SIC Notícias, a situação tem sido monitorizada pelas autoridades locais, que procuram encontrar soluções mais eficazes.
No entanto, o fenómeno poderá repetir-se nos próximos anos, sobretudo em verões mais secos e com fraca movimentação marítima.
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