A gastronomia foi protagonista no último dia do Chefs on Fire, 21 de setembro, em Cascais, onde uma das presenças mais aguardadas trouxe um prato que associa diretamente à identidade do Algarve. Noélia Jerónimo, conhecida chef da região, apresentou ao público um sarrajão com xerém de tomate, destacando não apenas o sabor, mas também a história pessoal e cultural que a receita transporta.
Em declarações ao portal Magg, a chef de cozinha diz que a escolha não foi feita ao acaso. “Quis trazer xerém porque tem que ver com os meus avós, com o meu Algarve. Se eu venho até Cascais a representar a minha região, o que é que melhor eu poderia trazer?”, explicou a cozinheira. Para Noélia Jerónimo, o xerém continua a ser um prato que precisa de maior divulgação, uma vez que muitas pessoas ainda o desconhecem.
Uma ligação entre tradição e contemporaneidade
Segundo a mesma fonte, a chef recordou que este prato não é apenas parte da sua identidade, mas também uma memória familiar. “As pessoas têm que saber o que é. Não é só arroz e massa. Existem outras coisas para comer”, afirmou à Magg, sublinhando a importância de preservar e dar visibilidade às tradições gastronómicas algarvias.
Escreve o site que a sua participação no Chefs on Fire incluiu ainda o contacto com diferentes públicos, o que considera enriquecedor. “É bom, é sempre gratificante conhecer pessoas”, sublinhou, acrescentando que já tinha marcado presença no início do verão, no primeiro pop up do evento realizado em Vilamoura.
O futuro do Chefs on Fire já tem data
Acrescenta a publicação que a próxima edição do festival vai decorrer a 19 e 20 de setembro de 2026, embora o local ainda não tenha sido anunciado. Os bilhetes já estão à venda, com a modalidade Fire Combo, que inclui cinco pratos e duas bebidas, disponível em regime Early Bird por 75 euros.
Refere a mesma fonte que esta edição em Cascais decorreu no Parque Marechal Carmona, reunindo chefs e artistas num ambiente onde o fogo, a música e a gastronomia se cruzam.
Um conceito que nasceu de forma improvável
Explica o site do festival que a ideia do Chefs on Fire surgiu a partir de uma festa de aniversário organizada por Gonçalo Castel-Branco, produtor executivo do evento. Sem uma cozinha equipada, improvisou um banquete ao ar livre para 60 pessoas, recorrendo apenas a uma fogueira, carnes, legumes e frutos assados diretamente no fogo.
Conforme a mesma fonte, a experiência revelou-se memorável e acabou por inspirar a criação de um festival anual. O objetivo mantém-se: reunir talento gastronómico e musical em espaços singulares, promovendo uma vivência coletiva marcada pela proximidade e pela partilha.
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