A Anacom admitiu esta quinta-feira que a situação “mantém-se complexa” e que persistem dificuldades na reposição dos serviços de comunicações nas regiões afetadas pela tempestade Kristin, apesar da mobilização no terreno de “milhares de técnicos” por parte dos operadores.
De acordo com a entidade reguladora das comunicações, as condições atmosféricas adversas “danificaram algumas infraestruturas de telecomunicações”, tendo-se registado a queda de postes, de árvores e de outras estruturas sobre os traçados aéreos de fibra ótica, bem como danos em torres e mastros de comunicações.
A Anacom referiu ainda “a inoperacionalidade de ‘sites’ por indisponibilidade de energia elétrica”, num esclarecimento enviado à agência Lusa.
“Muitos ‘cell sites’ móveis permanecem sem serviço, e a rede fixa só será restabelecida à medida que haja eletricidade nas residências, uma vez que os ‘routers’ dependem de energia para funcionar”, explicou o regulador.
“A Anacom está em contacto permanente com os operadores e com as autoridades de proteção civil e a acompanhar a situação no terreno”, acrescentou.
Milhares de clientes afetados em várias regiões
Na quarta-feira, a Anacom referiu que mais de 300 mil clientes dos operadores de comunicações tinham sido afetados pelo mau tempo, em regiões como Coimbra, Castelo Branco, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e Viseu.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.
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