Viajar de avião com escalas pode ser um desafio para os passageiros e para as próprias companhias aéreas. Quando a viagem inclui trocas de avião em aeroportos intermediários, as hipóteses de extravio de bagagem aumentam consideravelmente. Situações de malas perdidas ou atrasadas são mais comuns do que muitos imaginam, sobretudo em ligações curtas entre voos.
De acordo com o jornal 20minutos, a maior parte dos extravios ocorre devido ao tempo reduzido entre a aterragem do primeiro voo e a partida do segundo. As malas necessitam de ser recolhidas, transportadas e carregadas para outra aeronave, e qualquer atraso na operação pode impedir que cheguem a tempo ao destino seguinte.
Escalas curtas e erros de logística
Segundo a mesma fonte, conexões inferiores a duas horas são particularmente arriscadas. Se houver qualquer imprevisto durante o desembarque ou no transporte interno de bagagem, é suficiente para que a mala só siga no voo seguinte. A hospedeira que partilhou no TikTok as dicas citadas pelo jornal espanhol sublinhou que este é um dos principais motivos para que passageiros encontrem o tapete rolante vazio à chegada.
Escreve o mesmo jornal que outros fatores também contribuem para a perda de malas, como erros na etiquetagem durante o check-in. Um código trocado ou mal impresso pode encaminhar a mala para um destino incorreto. Acrescenta a publicação que falhas operacionais, como atrasos no carregamento ou escassez de pessoal em aeroportos muito movimentados, são igualmente responsáveis pelo aumento dos casos.
Como reduzir o risco de perder bagagem
A hospedeira aconselha que todos os viajantes escolham voos com pelo menos duas horas de intervalo entre as escalas. Esta margem permite que as equipas de handling tenham tempo para mover as malas de um avião para outro, mesmo quando existem pequenos atrasos. Refere a mesma fonte que optar por voos com uma escala mais longa é um investimento em tranquilidade.
Outra recomendação importante é verificar com atenção a etiqueta colocada na mala no momento do check-in. Confirmar que o destino final está correto ajuda a evitar problemas. Em viagens com múltiplas escalas, esta atenção redobrada é essencial, já que qualquer erro pode significar dias de espera até à recuperação da bagagem.
Dicas para viagens com escalas longas
Para quem enfrenta viagens com várias conexões, a profissional sugere algumas estratégias adicionais. Evitar sair do aeroporto em escalas curtas reduz o risco de não estar disponível para resolver problemas de última hora. Em casos de escalas superiores a três ou quatro horas, sair para conhecer a cidade é uma opção, mas deve ser feita com cautela, mantendo sempre atenção ao horário do voo seguinte.
Conforme a mesma fonte, transportar os objetos mais importantes na bagagem de cabine é outra medida preventiva. Documentos, eletrónica, medicamentos e uma muda de roupa devem ser levados consigo para mitigar os impactos caso a mala principal se perca temporariamente.
O que fazer se a mala não chegar
Se, ainda assim, a bagagem não aparecer no destino, o primeiro passo é dirigir-se ao balcão da companhia aérea para preencher o relatório de irregularidade de bagagem. Acrescenta o 20minutos que este documento, conhecido como PIR (Property Irregularity Report), é essencial para iniciar qualquer processo de localização ou pedido de indemnização.
Os passageiros devem guardar o comprovativo de check-in e a etiqueta da mala, já que estes documentos são fundamentais para a investigação. Quanto mais cedo o processo for iniciado, maiores são as hipóteses de recuperação rápida da bagagem.
Com estas precauções, mesmo viagens longas com escalas múltiplas podem ser feitas com maior segurança e menos sobressaltos, reduzindo significativamente o risco de começar as férias sem a mala.
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