Ingressar na carreira de piloto numa companhia aérea como a easyJet é um sonho para muitos. Além da paixão por voar, os candidatos devem cumprir requisitos académicos, médicos e práticos antes de se candidatarem. Um dos mitos mais comuns entre aspirantes é a obrigatoriedade de visão perfeita sem correção. De acordo com o site da easyJet, é possível tornar-se piloto mesmo usando óculos, desde que sejam cumpridos os padrões de visão estabelecidos.
Segundo a mesma fonte, os candidatos a piloto devem ter pelo menos 18 anos e possuir qualificações académicas equivalentes a cinco GCSEs de grau C ou superior, incluindo matemática, ciências e inglês. É ainda necessário obter uma licença médica de Classe 1, emitida pela EASA ou pela CAA, e ter direito a viver e trabalhar no Reino Unido, na União Europeia ou na Suíça.
Acrescenta a publicação que a fluência em inglês, escrita e oral, é imprescindível. Experiências em liderança, trabalho voluntário e desporto são valorizadas e ajudam a destacar a candidatura. Refere a mesma fonte que conhecer pilotos ou manter contacto com profissionais da área pode oferecer orientação valiosa para a preparação do percurso profissional.
Formação e escolha de curso
A easyJet oferece diferentes caminhos de formação. Um deles é o curso integrado de Licença de Piloto de Transporte Aéreo (ATPL), em regime de tempo integral, com duração de até 18 meses. Conforme a companhia aérea, após a conclusão, os candidatos podem obter formação específica para a aeronave que irão pilotar, como o Airbus A320.
Outra opção é a Licença de Piloto de Multitripulação (MPL), baseada em competências e treino em simuladores, permitindo ao candidato tornar-se co-piloto na companhia aérea após 18 a 22 meses de formação. Esta formação é realizada em parceria com a CAE, em centros de formação equipados com simuladores de última geração e instrutores profissionais.
Requisitos visuais e mitos sobre a utilização de óculos
Refere a easyJet que um dos mitos mais persistentes é acreditar que apenas candidatos com visão perfeita sem correção podem tornar-se pilotos. A verdade é que os candidatos podem usar óculos ou lentes de contacto, desde que cumpram os requisitos médicos estabelecidos.
De acordo com o anexo do Decreto-Lei n.º 250/2003, os candidatos devem ter acuidade visual mínima de 6/9 em cada olho separadamente e 6/6 binocularmente. Erros refractivos não podem exceder certos limites, até +3/-5 dioptrias, dependendo do exame e histórico do candidato. Condições, como astigmatismo, diplopia ou defeitos significativos na visão binocular são avaliadas individualmente, podendo levar a inapto se não forem corrigidos adequadamente.
Óculos ou lentes de contacto devem permitir função visual óptima e estar disponíveis em reserva durante o voo. Segundo o mesmo Decreto-Lei, também é exigida percepção normal das cores, verificada através do teste Ishihara ou métodos equivalentes.
Seguindo estas regras, muitos aspirantes a piloto podem concretizar o sonho de voar, mesmo com necessidade de correção visual. Também a segurança dos passageiros nunca é colocada em causa quando o piloto utiliza óculos de correção.
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