Regina Simmons, cidadã norte-americana de 38 anos residente em Las Vegas, Nevada, viajou com a família até Itália no final de maio, com o objetivo de conhecer vários destinos turísticos. Acompanhada pela sua família, a visitante revelou ter ficado surpreendida com o seu destino de viagem, de acordo com o jornal britânico The Mirror, e não pelas razões esperadas.
A família escolheu incluir Positano, um destino emblemático da Costa Amalfitana, em Itália, no roteiro após assistir vídeos partilhados nas redes sociais, em particular no TikTok, que mostravam ruas calmas, paisagens deslumbrantes e mercados locais. Contudo, a experiência no terreno revelou-se bastante distinta, com os visitantes a enfrentarem ruas lotadas, espaços saturados e um ambiente que classificaram como “caótico”.
Redes sociais criam expetativas irreais
Regina explicou que os vídeos online apresentavam a vila como um local calmo e praticamente vazio, cenário que não se confirmou de todo.
A turista refere que as imagens partilhadas parecem ter sido manipuladas ou captadas fora da época alta, contribuindo para uma perceção errada do destino.
A estadia em Positano ocorreu no dia 1 de junho, integrada num circuito mais alargado que incluía também Sorrento e Roma. Após um voo de cerca de dez horas a partir dos Estados Unidos, o grupo procurava uma experiência cultural autêntica, mas deparou-se com uma enchente de visitantes.
Lotação turística dificulta mobilidade
Conforme a fonte acima citada, a turista descreveu a experiência como “andar ombro a ombro” com outros viajantes nas estreitas ruas da vila, o que dificultava a circulação e impedia qualquer apreciação tranquila das lojas e paisagens. A afluência era tal que, segundo relatou, foi necessário fazer pausas estratégicas para reorganizar o percurso em função da pressão turística.
Tão popular quanto congestionado
Durante a visita a Positano, a intensidade do fluxo turístico acabou por transformar a experiência da família num exercício de resistência. Regina Simmons descreveu o cenário como altamente congestionado, dificultando qualquer tentativa de usufruir do ambiente local. “Ficámos sobrecarregados com a quantidade de pessoas. Tivemos de nos esconder num restaurante e traçar um plano. Positano tem estas ruelas apertadas e toda a gente caminha ao mesmo tempo. Metade das pessoas sobe, a outra metade desce. Era um completo caos. Toda a gente se tocava, ombro com ombro”, relatou a turista.
A presença significativa de turistas norte-americanos contribuiu ainda para a sensação de afastamento da cultura local. Apesar de ter frequentado aulas de italiano, Regina afirmou não ter tido qualquer oportunidade de utilizar a língua, dado que o inglês dominava a comunicação comercial e de restauração.
Destino continua popular, mas levanta dúvidas
A experiência levou a família a ponderar novas alternativas para futuras férias na Europa. Embora tenham reconhecido a beleza natural da vila, a forte componente turística e a sobrelotação terão condicionado a perceção geral da viagem.
Segundo o jornal britânico The Mirror, esta situação não é isolada, estando alinhada com outras críticas recentes de visitantes que manifestaram frustração com a discrepância entre as imagens promovidas online e a realidade observada durante a época alta.
No encerramento da entrevista, Regina deixou um aviso direto a outros turistas: “Se está na moda nas redes sociais, toda a gente quer fazer o mesmo. Eu incluída. Mas não se pode acreditar em tudo o que se vê na internet”.
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