Numa zona de serra atravessada por um rio, existe um ponto de águas termais que aparece repetidamente em roteiros de natureza e guias de viagem. Em muitos casos, a mesma área surge com designações diferentes, o que pode dificultar a identificação do local exato.
Nas pesquisas, a referência mais comum é “Termas de Lobios”. No terreno, o local é identificado pela aldeia de Os Baños, na zona de Río Caldo, numa área integrada no Parque Natural Baixa Limia-Serra do Xurés, segundo o portal Turismo da Galiza.
Xurés e Gerês: a mesma serra com duas designações
De acordo com o Turismo da Galiza, o Parque Natural Baixa Limia-Serra do Xurés situa-se na faixa de fronteira e, ao atravessar essa linha, liga-se ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, descrevendo um contínuo de paisagem e habitats.
É neste contexto que surge o uso do nome Xurés para designar esta vertente do maciço que, em Portugal, é mais conhecido como Gerês. Por isso, a expressão “Gerês-Xurés” é frequente em roteiros e referências transfronteiriças, sobretudo quando o objetivo é localizar pontos de natureza, rios, cascatas e zonas termais.
O que são as “Termas de Lobios” na prática
A designação “Termas de Lobios” é usada, muitas vezes, para falar de duas realidades próximas. Por um lado, existe uma zona de banhos ao ar livre associada ao Rio Caldo. No roteiro de Aquis Originis, o Turismo da Galiza descreve a possibilidade de aproveitar as águas termais numa “piscina ao ar livre”, no regresso pela margem do rio.
Por outro, há um balneário com hotel na mesma área de Os Baños. Na ficha do Balneário de Lobios, o Turismo da Galiza identifica a localização em Río Caldo, lugar de Os Baños, e apresenta-o como recurso de turismo de saúde e bem-estar.
A água e o detalhe que costuma ser citado nas fichas oficiais
O elemento mais repetido nas descrições oficiais é a temperatura da água na emergência. Segundo a ficha do Balneário de Lobios no Turismo da Galiza, as águas são indicadas a 73 ºC e classificadas como bicarbonatadas sódicas e hipertermais.
Este enquadramento ajuda a compreender porque a zona termal é descrita como “vila termal” e porque o banho ao ar livre tende a concentrar-se em pontos específicos, em vez de ser feito de forma indiferenciada ao longo do leito do rio.
Acesso a partir de Portugal e a referência a Portela do Homem
No guia do Parque Natural, o Turismo da Galiza menciona a Portela do Homem como passagem fronteiriça e ponto de acesso, referindo-a como uma das passagens naturais da serra, associada a percursos e a referências históricas da Via Nova.
A partir daí, a sinalização local conduz à zona de Lobios e Río Caldo, onde a informação turística destaca a existência de águas termais associadas ao Rio Caldo e, na mesma área, identifica o percurso de Aquis Originis (um pequeno percurso pedestre sinalizado que passa por vestígios arqueológicos e pela envolvente termal). A ficha disponível para este passeio assinala ainda a possibilidade de existirem troços inundáveis em época de chuva, um fator que pode condicionar a circulação junto às margens quando o caudal aumenta.
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