Com o aumento das burlas em hotéis e alojamentos turísticos, os especialistas alertam para esquemas cada vez mais criativos que visam enganar viajantes desatentos. Um simples panfleto de comida deixado à porta de um quarto de hotel pode ser o início de um desses esquemas, segundo o jornal Daily Express. O alerta foi lançado por um viajante britânico que já visitou mais de 40 países e garante que há truques que fazem com que as vítimas colaborem sem se aperceberem de que estão a ser enganadas.
O aviso chega de Mitch Glass, um criador de conteúdos de viagens com mais de 180 mil seguidores no YouTube, que partilha regularmente conselhos para ajudar turistas a evitar armadilhas durante as férias. Num dos vídeos mais recentes, o viajante relatou casos em que hóspedes são roubados pouco depois de chegarem ao quarto, sem que tenham saído ou aberto a porta a estranhos.
Os panfletos podem sair caros
A situação descrita por Mitch começa de forma aparentemente inofensiva: um viajante chega ao hotel, cansado e esfomeado, e encontra debaixo da porta um panfleto de uma suposta pizzaria local com promoções apetecíveis. Sem desconfiar, liga para o número indicado, faz o pedido e fornece os dados do cartão de crédito para pagamento.
No entanto, a comida nunca chega. O que parecia ser uma publicidade legítima era, afinal, um esquema fraudulento. Em declarações no vídeo, Mitch explica que, nos melhores casos, as vítimas até recebem uma pizza congelada mal confecionada, mas o mais comum é acordarem com movimentos suspeitos no extrato bancário e sem qualquer refeição.
“São roubados sem darem conta”, avisou o britânico, citado pela mesma fonte. “O ideal é evitar completamente este tipo de panfletos e usar apenas aplicações de entrega reconhecidas. Ou, ainda melhor, levar sempre alguns snacks de emergência na bagagem.”
Segurança dos cofres pode ser ilusória
As recomendações do youtuber não se ficam pelos panfletos suspeitos. Numa outra publicação, em maio, Mitch alertou para a falsa sensação de segurança que muitos hóspedes têm ao utilizar os cofres dos hotéis. Segundo o britânico, estes equipamentos podem ser facilmente abertos, mesmo quando protegidos por códigos.
“Há cofres com códigos universais por defeito, como 0000 ou 1234, que muitas vezes não são alterados pelo pessoal do hotel”, disse o especialista. “Mesmo que tenham sido, nunca se sabe quem mais conhece o código.”
Em alguns casos, de acordo com a mesma fonte, os cofres podem ser forçados com um simples golpe bem aplicado na parte superior. Por esse motivo, Mitch opta por esconder os seus objetos de valor em locais menos óbvios, como dentro de fronhas, no interior de fornos ou micro-ondas, no topo de armários ou até por baixo da tábua de engomar, conforme refere o jornal Daily Express.
Estar atento aos sinais
Mitch Glass, que já passou por países da Europa, América Latina, África e Ásia, defende que os viajantes devem estar sempre atentos aos pequenos sinais. “As burlas nem sempre são óbvias, e há formas muito subtis de levar as pessoas a entregar voluntariamente os seus dados ou pertences sem desconfiarem.”
A recomendação principal é simples: desconfiar sempre de elementos inesperados no quarto e nunca partilhar dados sensíveis sem verificar a origem do contacto. No mundo das viagens, a prudência pode mesmo evitar grandes dissabores.
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