Um tribunal escocês condenou um passageiro a 225 horas de trabalho comunitário depois de um incidente que obrigou um voo da Ryanair a regressar ao aeroporto de origem. A decisão surge como parte de uma política mais ‘dura’ contra comportamentos considerados indisciplinados a bordo.
De acordo com o canal de televisão espanhol, Telecinco, o caso ocorreu no verão de 2024 durante um voo da companhia irlandesa com partida de Edimburgo, no Reino Unido. O passageiro, já visivelmente embriagado, fumou a bordo, consumiu o seu próprio álcool e dirigiu-se de forma ameaçadora a elementos da tripulação e a outros passageiros.
A situação classificada como “comportamento indisciplinado” pelo tribunal levou à decisão de inverter a rota e regressar ao ponto de partida, provocando atrasos para os 178 passageiros e seis tripulantes.
Política de tolerância zero
Segundo a mesma fonte, a Ryanair manifestou satisfação com a condenação atribuída mais de um ano depois do incidente, recordando que mantém uma “política de tolerância zero” relativamente a perturbações nos seus voos. Num comunicado, a empresa reiterou que continuará a agir para combater este tipo de situações, garantindo um ambiente confortável e sem interrupções desnecessárias.
Acrescenta a publicação que a transportadora irlandesa espera que este caso sirva de exemplo, dissuadindo comportamentos semelhantes e minimizando constrangimentos para passageiros e tripulação.
Multas para casos futuros
Refere a revista Sábado que, além do cumprimento das horas de trabalho comunitário impostas pelo tribunal, a companhia introduziu uma multa mínima de 586 euros (500 libras) para passageiros expulsos por má conduta. Este valor, que entrou em vigor a 12 de junho, pode aumentar consoante a gravidade do incidente ou eventuais atrasos provocados.
A Ryanair considera que, embora raros, estes episódios têm impacto negativo na pontualidade e na experiência de viagem. Por isso, pretende que as penalizações financeiras funcionem como um aviso para potenciais infratores.
Mensagem clara
De salientar que, ao combinar sanções judiciais e internas, a companhia procura reforçar o respeito pelas regras a bordo e salvaguardar o bem-estar de todos. A aplicação destas medidas pretende deixar claro que comportamentos disruptivos não serão tolerados.
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