A cozinha é um dos espaços da casa onde mais se valoriza a limpeza, mas nem sempre a atenção se estende a todos os utensílios, e um especialista espanhol deixou um alerta que tem surpreendido muitos: em muitas cozinhas, as colheres de pau podem acumular mais bactérias do que a tampa de uma sanita.
Um aviso que gera impacto
O alerta, citado pelo jornal Diario de Cadiz, foi deixado pelo médico Manuel Viso, que recorda que a madeira, embora tradicional e muito usada na culinária mediterrânica, exige cuidados específicos. A sua porosidade, combinada com a humidade e os restos de alimentos que ficam após a preparação das refeições, cria um ambiente propício à proliferação de bactérias.
Segundo o especialista, o problema não está tanto no utensílio em si, mas na forma como é utilizado e cuidado. O mau estado ou a falta de higienização adequada podem transformar um simples objeto do quotidiano num risco para a saúde.
Manutenção e substituição
A recomendação é clara: manter as colheres de pau em bom estado e substituí-las regularmente. Sempre que apresentem rachas ou desgaste evidente, o risco de acumulação de resíduos é praticamente inevitável.
Além disso, em muitas cozinhas, práticas simples como lavar de imediato, secar completamente antes de guardar e evitar o uso da máquina de lavar loiça podem ajudar a prolongar a vida útil destes utensílios e a reduzir a proliferação de bactérias.
Conselhos de higiene
Este médico concorda com algumas orientações essenciais: lavar as colheres com água quente e detergente, secar bem antes de as guardar e evitar temperaturas excessivas ou produtos abrasivos que aumentem a porosidade da madeira. O fundamental é impedir que restos de alimentos e humidade fiquem retidos no material, pois isso acelera a degradação e multiplica o risco de contaminação, de acordo com a mesma fonte.
Alternativas mais seguras
O próprio Manuel Viso sugere que se diversifique a escolha dos materiais na cozinha. O silicone, por exemplo, é resistente ao calor, fácil de limpar e seguro para frigideiras antiaderentes. Já o aço inoxidável é higiénico e duradouro, enquanto o bambu surge como opção mais ecológica e menos porosa do que a madeira convencional.
A ideia não é abandonar por completo as colheres de pau, mas sim combiná-las com alternativas mais higiénicas, reduzindo riscos sem perder a tradição.
Entre a tradição e a modernidade
O uso de colheres de pau continua a ser muito comum em muitas famílias portuguesas e mediterrânicas, onde ocupa um lugar de destaque na confeção dos pratos tradicionais. Ainda assim, este utensílio pode não ser a opção mais segura quando não é devidamente cuidado, segundo aponta o Diario de Cadiz.
Numa altura em que a segurança alimentar ganha cada vez mais importância, alertas como este ajudam a repensar hábitos enraizados que muitas vezes passam despercebidos.
















