Se pensava que a maior ameaça à higiene numa viagem de avião se encontrava apenas nas casas de banho, prepare-se para rever os seus conceitos. Existem superfícies dentro da cabine que acumulam uma quantidade surpreendente de bactérias e que raramente são limpas entre voos.
Estas áreas, frequentemente tocadas pelos passageiros sem qualquer cuidado, podem transformar um simples voo numa experiência mais arriscada do ponto de vista sanitário.
O alerta de quem conhece a cabine
De acordo com a revista norte-americana Travel + Leisure, assistentes de bordo e especialistas em saúde revelaram num artigo que há cantos e recantos dentro da aeronave que acumulam muito mais germes do que os passageiros costumam imaginar, e que raramente são limpos entre voos.
Entre os locais mais problemáticos estão os bolsos dos assentos, onde se guardam livros, jornais ou dispositivos móveis, que se transformam em verdadeiros depósitos de bactérias. Os cartões de instruções de segurança, consultados por todos mas raramente desinfetados, entram também nesta lista de superfícies críticas.
Mesas, compartimentos e ecrãs: atenção redobrada
Os compartimentos de bagagem, especialmente portas e puxadores, vão acumulando sujidade ao longo do dia. As mesas dos bancos, muitas vezes usadas para refeições rápidas ou para apoiar objetos pessoais, também não escapam à contaminação.
Os ecrãs táteis nos encostos dos assentos recebem contacto constante e raramente são desinfetados entre voos. As capas dos assentos e os cintos de segurança completam a lista de superfícies que exigem atenção redobrada.
O olhar de quem passa mais tempo no ar
Os assistentes de bordo, que passam grande parte do voo a limpar e a inspecionar estas áreas, sublinham que a perceção de higiene dos passageiros raramente corresponde à realidade.
Gestos simples, como passar álcool gel nas mãos e nos objetos pessoais, podem reduzir bastante o risco de contágio e tornar a viagem mais confortável e segura.
Pequenos cuidados, grande diferença
Mesmo em voos curtos, as bactérias estão presentes em lugares que a maioria dos passageiros julga seguros. Ter desinfetante à mão e manter alguns hábitos básicos de limpeza pode fazer toda a diferença e tornar a viagem significativamente mais segura.
Segundo a Travel + Leisure, prestar atenção a onde pousa as mãos e os objetos dentro da cabine é um gesto simples, mas muito eficaz para proteger a saúde.
Pequenos cuidados como este tornam-se ainda mais importantes em voos longos, onde a exposição a germes é maior e os hábitos de limpeza da cabine nem sempre acompanham o ritmo das chegadas e partidas.
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