No coração de Portimão, no Algarve, há um restaurante que pertence ao Guia Michelin, onde é possível comer um prato elaborado por menos de 25 euros. No NUMA, onde a carta é assinada por Nuno Martins, a qualidade dos produtos e a sofisticação técnica convivem com uma abordagem acessível. A oferta, assente em menus de degustação e serviço à la carte, permite que um cliente experimente, por exemplo, uma raia em azeite ou um prato vegetariano de alho-francês assado por valores abaixo dos 25 euros.
De acordo com o Guia Michelin, o NUMA aposta em ingredientes locais e nacionais, integrando-os numa cozinha de autor sem pretensões excessivas. O espaço, que nasceu da vontade conjunta de Nuno Martins e Manuela João, combina ambiente requintado com uma carta pensada para várias faixas de preço.
Uma história feita de recomeços
O percurso de Nuno Martins começou longe dos fogões. Inicialmente ligado à engenharia civil, acabaria por mudar de vida em 2011, quando decidiu apostar na formação em cozinha e pastelaria profissional. Segundo o site do NUMA Restaurante, passou por várias cozinhas conceituadas no Algarve e no Reino Unido, desenvolvendo competências em ambientes exigentes e valorizando o trabalho em equipa.
Manuela João, cofundadora e diretora de sala, traz consigo duas décadas de experiência em atendimento ao público e gestão. A mesma fonte explica que o gosto de Manuela pela hospitalidade terá sido determinante para que o projeto ganhasse forma e para que o restaurante mantivesse uma identidade acolhedora, mesmo com um posicionamento gastronómico cuidado.
Preços dos pratos principais
Na secção dos peixes, o prato de raia, servido com espuma de batata trufada, creme de alho assado e chips de soja, custa 25 euros. Já o peixe da lota, acompanhado por arroz de bivalves, espuma de limão e molho de camarão, é proposto por 27 euros.
Entre as opções de carne, a “Textura de porco” junta presa e lombinho, migas de azeitona e jus de carne, com um custo de 26 euros. Por 27 euros é possível pedir o peito de pato com puré de nabo, couves e molho de amoras.
Propostas vegetarianas e entradas entre os 14 e os 23 euros
As propostas para vegetarianos também se mantêm dentro de uma faixa controlada. Os raviolis de legumes, com puré de cebola e chips de batata-doce, custam 23 euros, o mesmo valor do prato de alho-francês assado com puré de grão e pimentão doce fumado.
Nas entradas, os preços oscilam entre os 14 e os 21 euros. O creme de meloa com manjericão e presunto custa 14 euros, enquanto o tártaro de novilho, com manteiga de amêndoa algarvia e chips, fica por 17 euros. O atum rabilho com puré de aipo e jus de citrinos é o mais caro entre as opções iniciais: 21 euros.
Clássicos da casa com outro valor
Os pratos considerados emblemáticos do restaurante posicionam-se noutro patamar. É o caso do carabineiro tostado com arroz de gambas, espuma de carabineiro e limão, que custa 47 euros. O bife do lombo, com mil-folhas de batata e legumes, tem um preço de 37 euros.
Segundo o The Fork, estes pratos são apresentados como “clássicos da casa” e representam a vertente mais sofisticada da carta, voltada para quem procura uma experiência gastronómica completa.
Sobremesas a preços fixos
Todas as sobremesas estão disponíveis por 13 euros. A lista inclui criações, como “Sabores do Algarve”, mousse de laranja com alfarroba e amêndoa, e propostas como figo caramelizado com sorvete e caramelo salgado. Escreve a mesma fonte que também se destaca a sobremesa de pêra com queijo azul, gel de maracujá e gelado de menta.
Para os apreciadores de queijos, há ainda uma tábua de seleções nacionais e internacionais, com o valor mais elevado da secção: 19 euros.
Um espaço com identidade própria
Conforme o site oficial do restaurante, o NUMA pretende ser mais do que um espaço de refeições. A ambição é oferecer uma experiência que combine conforto, sabor e memória. A carta, que equilibra criatividade e tradição, está pensada para responder tanto a ocasiões especiais como a jantares mais informais, de segunda-feira a sábado.
Leia também: Portugueses ‘escapam’: há uma nova regra para quem conduz em Espanha mas só ‘nuestros hermanos’ terão de a cumprir
















