A ida ao supermercado, vista por muitos como uma tarefa de rotina, tem vindo a ser alvo de novas estratégias criminosas que despertam atenção das autoridades e especialistas em segurança. A mais recente, apelidada por alguns como “truque no supermercado”, baseia-se na observação e seleção cuidadosa das vítimas, sem recurso a abordagens diretas durante as compras, tal como sublinha o site Leak, especializado em tecnologia e lifestyle.
Esta técnica, inicialmente relatada de forma dispersa nas redes sociais, tem ganho dimensão e já é considerada uma preocupação crescente em várias cidades. O método, apesar de simples, é eficaz e quase impercetível para a maioria dos clientes, que apenas se apercebem do perigo quando a situação já evoluiu para um momento de risco.
Como funciona este novo truque no supermercado
Ao contrário de esquemas mais evidentes, esta abordagem é discreta. Os golpistas entram no supermercado, simulam fazer compras e analisam comportamentos. Entre os alvos preferenciais estão clientes que pagam em dinheiro vivo, utilizam cartões ou MB Way deixando dados visíveis, transportam malas abertas ou estão distraídos ao telemóvel.
Com as características da vítima memorizadas, desde a roupa ao modelo do carro, o passo seguinte é segui-la discretamente até ao exterior, escolhendo o momento mais vulnerável para agir.
Razões para o crescimento deste esquema
Entre os fatores apontados estão a facilidade de execução, a aparência “normal” dos golpistas, a possibilidade de seguirem vítimas sozinhas até zonas pouco movimentadas e a menor exposição a segurança interna. Segundo a fonte, especialistas referem que estas táticas de baixo risco para os criminosos estão a tornar-se cada vez mais atrativas.
Perfis mais visados
Segundo relatos, idosos que fazem compras sozinhos, clientes com carteiras sem fecho ou que transportam notas grandes de forma visível, e condutores que deixam compras ou objetos à vista no carro, figuram entre os principais alvos.
Consequências possíveis
O desfecho pode variar: assaltos diretos junto à residência, furtos durante o transporte das compras ou arrombamentos no estacionamento. Em alguns casos, utiliza-se a técnica de “roubo por distração”, em que um cúmplice cria um incidente enquanto outro furta os bens.
Medidas de prevenção
Especialistas recomendam manter carteiras e malas fechadas, evitar exibir dinheiro, não deixar objetos visíveis no carro e estar atento a comportamentos suspeitos, como a repetição de presenças nos corredores e no parque de estacionamento.
Atenção no estacionamento
O parque é apontado como o local mais crítico. Aconselha-se estacionar em zonas iluminadas, fechar o carro antes de ir buscar o carrinho e manter a atenção ao redor durante todo o processo.
Vigilância eletrónica não é suficiente
Apesar da presença de câmaras, estas não cobrem todas as áreas e nem sempre permitem identificar os autores. A atenção do próprio cliente é, segundo os especialistas, a principal barreira contra este tipo de burla.
Reconhecer sinais de seguimento
Aparecimento repetido da mesma pessoa nos corredores, presenças “à espera” no exterior ou veículos que arrancam em simultâneo mantendo proximidade são sinais que justificam prudência acrescida.
Este novo “truque do supermercado” funciona porque joga com a distração e a rotina das pessoas. Não exige violência, mas pode ter consequências graves para quem é apanhado de surpresa. Ao manter-se vigilante, adotar pequenas precauções e ajustar alguns hábitos, é possível reduzir de forma significativa o risco.
A segurança depende sobretudo da vigilância individual e, no contexto dos supermercados, a diferença entre uma compra rotineira e uma situação de perigo pode ser bastante ténue, sublinha o site Leak.
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