O mau cheiro nos sapatos é um problema universal, mas continua a ser um dos mais embaraçosos do quotidiano. Basta um dia inteiro a correr de um lado para o outro ou uma sessão de ginásio para que o odor se instale. O fenómeno, conhecido popularmente como ‘chulé’, tem uma explicação simples: resulta da combinação de suor e bactérias acumuladas nos pés e no calçado.
De acordo com o site especializado em lifestyle, Women’s Health, os pés concentram milhares de glândulas sudoríparas e, quando o suor fica retido, cria-se o ambiente perfeito para a proliferação bacteriana. Fatores como stress, alterações hormonais ou infeções fúngicas, como o chamado pé de atleta, podem agravar o problema. A solução, no entanto, não passa apenas por desodorizantes rápidos.
Higiene e prevenção
A primeira medida é a mais óbvia: cuidar dos pés. Lavar diariamente com água morna e sabão, secar bem, sobretudo entre os dedos, e usar meias de algodão ou tecidos respiráveis faz toda a diferença.
Segundo a mesma fonte, a esfoliação regular ajuda a remover células mortas e impede que as bactérias se acumulem.
Mas não basta tratar da pele. O tipo de sapato escolhido também tem impacto direto no odor. Materiais naturais como couro e tecidos que permitem ventilação reduzem a humidade interna.
Pelo contrário, plásticos e sintéticos retêm o suor, funcionando como um “armazém” de odores. A revista escreve ainda que alternar pares de calçado é uma estratégia eficaz, permitindo que estes sequem totalmente antes de voltarem a ser usados.
Truques caseiros
Entre os métodos mais tradicionais está o bicarbonato de sódio. Polvilhado no interior dos sapatos durante a noite, neutraliza os odores, sendo apenas necessário retirar o excesso de manhã. A publicação lembra, contudo, que o uso frequente em calçado de couro pode ressecar o material.
Há quem prefira soluções alternativas: colocar areia para gatos ou aparas de madeira dentro de uma meia velha e deixá-la no interior do sapato. Estes materiais absorvem tanto a humidade como o cheiro. Cascas de citrinos também são apontadas como eficazes.
Outra técnica é o recurso ao álcool. Pulverizado numa mistura com água, desinfeta e seca o interior. Em sapatilhas desportivas, uma passagem pela máquina de lavar resolve o problema de forma mais radical.
Basta retirar as palmilhas e os atacadores e usar um programa de água morna, deixando depois secar naturalmente.
O poder do frio e do vapor
O congelador surge como um dos truques mais insólitos, mas eficazes. Colocar os sapatos num saco de plástico bem fechado e deixá-los durante a noite elimina as bactérias responsáveis pelo odor. A condição é simples: o calçado deve estar completamente seco antes de ir para o frio.
Explica ainda a mesma fonte que o vapor é outro aliado poderoso. Usado através de aparelhos próprios, elimina germes e prolonga a vida útil do calçado.
Soluções naturais
Quem prefere opções aromáticas pode apostar nos óleos essenciais. Uma mistura de hortelã-pimenta, eucalipto ou tomilho com água destilada transforma-se num spray desinfetante e perfumado.
Já os saquinhos de chá seco, colocados no interior, absorvem humidade e deixam um aroma discreto.
Tal como refere a Women’s Health, as soluções multiplicam-se e não exigem grandes investimentos. Do congelador à cozinha, passando pelo armário das ervas aromáticas, os métodos estão ao alcance de todos. E todos têm o mesmo objetivo: devolver aos sapatos o que nunca deviam ter perdido, a frescura.
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