Passar a ferro não é a tarefa favorita de muitos, mas continua a ser indispensável em várias casas portuguesas. Quando se trata de certas peças, o ferro torna-se obrigatório, mesmo para quem prefere evitá-lo. O que nem sempre é recordado é que este pequeno eletrodoméstico, presente em quase todos os lares, pode danificar roupas, superfícies e até deixar de funcionar se for mal utilizado.
De acordo com o site Notícias ao Minuto existem erros comuns que passam despercebidos mas que podem encurtar a vida do ferro. Alguns parecem evidentes, outros menos óbvios, mas todos têm impacto na segurança e no resultado final da roupa.
Quando a pressa se transforma em erro
Um dos descuidos mais frequentes é deixar o ferro pousado sobre a roupa enquanto está quente. A base pode atingir temperaturas que queimam tecidos em segundos, deixando marcas impossíveis de disfarçar ou até buracos.
Ao mesmo tempo, a própria superfície do ferro pode sair danificada. Sempre que for necessário fazer uma pausa, deve pousar o aparelho na posição de descanso.
Outro erro recorrente é passar diretamente sobre fechos, botões ou bordados metálicos. Este contacto desgasta o revestimento da base e, com o tempo, compromete o seu deslizamento. Além disso, aumenta o risco de estragar peças em passagens seguintes.
Nestes casos, o ideal é recorrer apenas à ponta do ferro para contornar os elementos mais delicados, em vez de forçar o aparelho sobre eles.
Guardar o ferro com água no reservatório também é um hábito que traz problemas a médio prazo. A humidade em contacto com as resistências internas favorece o aparecimento de ferrugem e pode entupir as saídas de vapor. Uma simples rotina, como esvaziar o depósito depois de cada utilização, evita danos que, muitas vezes, são irreversíveis.
Prevenir danos e prolongar a vida útil
A manutenção diária do ferro é outro ponto decisivo. Produtos abrasivos e esponjas agressivas não devem ser utilizados na limpeza da base, seja ela de inox, cerâmica ou alumínio. Pequenos arranhões alteram a condução de calor e deixam marcas nas roupas. Panos macios e soluções adequadas são suficientes para manter a superfície em boas condições.
Outro erro é arrumar o ferro ainda quente. Em muitos casos, é colocado em armários ou superfícies que não resistem ao calor, causando estragos no espaço de arrumação e até no próprio aparelho. Deixar arrefecer por completo é a única forma segura de o guardar.
Também é fundamental desligá-lo sempre que não está a ser utilizado. Para além do desperdício de energia, existe um risco real de acidentes domésticos. Uma distração pode ser suficiente para provocar uma queimadura ou até um princípio de incêndio.
A superfície escolhida para engomar também faz diferença. Cadeiras, camas ou sofás não são alternativas seguras à tábua própria. Para além da instabilidade, dificultam o processo e deixam a roupa mal passada.
Um eletrodoméstico que exige cuidados
Nem todos regulam a temperatura de acordo com o tipo de tecido. É um erro que pode custar caro: fibras sintéticas, por exemplo, não suportam a mesma intensidade de calor que o algodão. Uma escolha errada pode danificar a peça em segundos.
Outro problema é continuar a passar roupa com a base do ferro suja. A sujidade acumula-se, transfere-se para os tecidos e bloqueia a saída de vapor. Juntar a isto a utilização de água da torneira sem ser filtrada, que contém minerais como cálcio e magnésio, é acelerar o desgaste do aparelho.
De acordo com o Notícias ao Minuto, cuidar deste eletrodoméstico não exige grandes esforços. São pequenos gestos, feitos de forma consistente, que garantem melhores resultados e evitam avarias. Mais do que prolongar a vida do ferro, trata-se de proteger as roupas que tantas vezes exigem um cuidado redobrado.
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