O camarão é presença habitual nas mesas portuguesas, mas há um detalhe na sua preparação que nem sempre recebe a atenção devida e que pode influenciar tanto o sabor como a segurança do alimento. Trata-se da linha negra que corre ao longo das costas do crustáceo, muitas vezes ignorada pelos consumidores.
A linha negra que muitos ignoram
De acordo com o Asc-aqua, site especializado em aquacultura, esta linha corresponde ao trato digestivo do camarão, ou seja, às fezes do animal. Embora possa parecer pouco apetecível, o consumo desta parte não é automaticamente prejudicial.
Segundo a mesma fonte, trata-se apenas de resíduos sólidos do processo digestivo. Contudo, dependendo do ambiente em que o camarão foi cultivado, podem estar presentes toxinas ou metais pesados.
Além da questão sanitária, a linha negra influencia o sabor do camarão. A presença do trato digestivo confere ao crustáceo um aroma mais intenso e ligeiramente amargo, bem como uma textura que pode ser arenosa, afetando a experiência de quem o consome.
O risco associado ao consumo do trato digestivo é maior quando o camarão não é bem cozinhado. O médico Dave Love, especialista em segurança alimentar citado pelo portal Self, explica que a intoxicação ocorre sobretudo com frutos do mar crus ou malcozinhados.
A mesma regra aplica-se a carnes. O especialista acrescenta que, quando o camarão atinge pelo menos 63 graus Celsius durante a confeção, não apenas se eliminam potenciais perigos, como também se obtém uma textura firme e agradável ao paladar.
Como limpar o camarão
Para quem prefere remover a linha negra, o processo é simples. Depois de descascar o camarão, deve-se fazer um corte ao longo das costas e retirar cuidadosamente a linha negra com a ponta de uma faca.
Em seguida, recomenda-se enxaguar o crustáceo para eliminar quaisquer resíduos e secá-lo com papel absorvente antes de cozinhar.
Segundo o Asc-aqua, esta prática permite reduzir sabores amargos e garante maior confiança na higiene do alimento.
Independentemente de o retirar ou não, a chave para uma refeição segura continua a ser cozinhar bem o camarão. A atenção a detalhes como a linha negra, referida pelos especialistas do Asc-aqua, pode fazer diferença não apenas na segurança alimentar, mas também na qualidade do prato.
Um gesto simples na cozinha transforma um ingrediente aparentemente banal numa escolha segura, saborosa e mais refinada.
Leia também: Este país vai aderir ao euro a 1 de janeiro e vai poder trocar dinheiro sem taxas até esta data
















