Sabe aquele dilema moderno que nos atormenta na hora de comprar qualquer coisa? “Será que estou a fazer uma escolha decente para o planeta ou só a cair na conversa de marketing verde?” Bem-vindo à eco-anxiety do século XXI. Agora, junte isso a missão (quase impossível) de encontrar um colchão confortável, espaçoso e, ainda por cima, amigo do ambiente. Parece ficção? Spoiler: não é.
Hoje vamos falar do colchão 160×200, aquele tamanho queen size que já conquistou muitos portugueses que querem espaço para esticar as pernas — e as preocupações — sem alargar a pegada ecológica. Porque, sim, é possível dormir como a realeza sem hipotecar o futuro do planeta. E não estamos a falar de promessas vazias embaladas em folhas verdes e slogans fofinhos.
No meio de um setor historicamente pouco amigo do ambiente (já lá vamos), algumas marcas estão finalmente a fazer diferente — e não, não é aquele “diferente” do tipo “mudámos a cor da embalagem para parecer reciclável”. É diferente de verdade: com aço reciclado, energias renováveis, materiais certificados e embalagens com plástico reaproveitado. Ou seja, escolhas que permitem dormir de consciência limpa e coluna alinhada.
E por falar em alinhamento, há ainda as famosas 10 Green Actions — sim, 10 medidas concretas que garantem que o colchão não só cuida de si, mas também não vai contribuir para mais uma pilha de lixo ou emissões desnecessárias. Porque dá para ser sustentável sem ser chato. E dormir bem nunca soube tão bem.
Porque o tamanho importa (e a pegada também)
Sejamos honestos: um colchão de casal normal até serve… se a sua ideia de dormir for uma espécie de jogo de Tetris humano. Agora, se valoriza espaço para virar, mexer e, eventualmente, existir na horizontal, os colchões 160×200 têm a medida ideal. Queen size por fora, king size em conforto.
Mas o que torna essa escolha realmente inteligente não é só a metragem. É o que está por dentro (e por detrás) da produção. Afinal, a indústria do sono sempre teve um pequeno problema: materiais não recicláveis, processos altamente poluentes e uma pegada de carbono digna de Godzilla.
E é aqui que entram as ações concretas. Não estamos a falar só de “iniciativas verdes” para enfeitar o site da marca. Estamos a falar de:
- 39% de energias renováveis na produção — porque o sol e o vento são fornecedores bastante competentes.
- Aço reciclado (65%) nas molas — sim, até os seus movimentos noturnos têm agora um toque de economia circular.
- 20% de plástico reciclado nas embalagens — o plástico que já estava por aí a flutuar tem finalmente uma segunda vida mais digna.
- Certificações FSC/PEFC — para garantir que a madeira utilizada vem de florestas geridas de forma responsável (floresta feliz, sono feliz).
- Produção local na Europa — o que significa menos CO₂ no transporte e mais emprego aqui por perto.
Esse conjunto de práticas não só reduz o impacto ambiental imediato, como prolonga a vida útil dos colchões. E quanto mais tempo dura um colchão, menos vezes vai precisar de o substituir — o que significa menos lixo e menos recursos consumidos. Uma verdadeira lição de sustentabilidade aplicada à horizontal.
Fazer diferente não é tendência — é inteligência
É fácil cair no cinismo e pensar: “Lá vêm eles com as promessas verdes…” Mas quando se olha de perto, percebe-se que algumas marcas estão realmente a fazer diferente. Não é por serem bonzinhos. É por serem inteligentes. Porque, convenhamos, continuar a produzir como há 30 anos já não cola. E os consumidores portugueses estão cada vez mais atentos.
As tais 10 Green Actions são o selo de que há um plano real e contínuo para reduzir o impacto ambiental, desde a escolha dos materiais até à logística de entrega. Sabia, por exemplo, que até o sistema de transporte foi otimizado para reduzir emissões? Menos viagens, menos emissões, mais eficiência. Tudo isto sem sacrificar o conforto.
Porque um colchão confortável não é apenas aquele onde consegue adormecer rápido, mas também aquele que não lhe dá pesadelos ambientais. Saber que o seu descanso não contribui para o colapso do planeta dá outro sabor ao acordar.
















