Uma nova tendência para conseguir um bronzeado perfeito tem vindo a preocupar especialistas em saúde da pele. Os mais jovens, principalmente, têm recorrido a métodos que aumentam o risco de queimaduras solares, incentivados por conteúdos nas redes sociais. Os mesmos, apesar de conhecerem os perigos da exposição solar, nem sempre adotam práticas seguras, o que levanta alertas sobre esta nova moda.
Conteúdos virais e risco para a pele
De acordo com o site especializado em lifestyle, Women’s Health, há conteúdos que se tornam virais nas redes sociais por razões variadas, desde receitas rápidas a truques de beleza. Mas nem todos têm fundamento científico, e alguns chegam a colocar a saúde em risco.
Entre estas práticas, destaca-se a atenção ao índice de radiação ultravioleta (UV) para determinar os períodos do dia considerados “ideais” para obter um bronzeado perfeito, ignorando a proteção solar.
Este fenómeno tem vindo a preocupar especialistas e médicos nos Estados Unidos, incluindo a Academia Americana de Dermatologia, que registou aumentos significativos em comportamentos de risco.
Crescimento das queimaduras solares
A investigação divulgada este mês pela mesma academia revela que 67% dos americanos apresentavam pele mais escura ou bronzeada em 2024, face a 25% em 2020.
No mesmo período, verificou-se um aumento de 10% nas queimaduras solares, afetando 35% da população e com 10% a sofrer queimaduras com bolhas. Entre a Geração Z e a geração Y, quase metade relatou queimaduras solares.
Apesar de 96% dos inquiridos reconhecerem a importância da proteção solar, apenas 56% afirmaram utilizá-la regularmente. A disparidade entre conhecimento e prática é evidente, com um quarto da Geração Z a ter resultados baixos em testes sobre segurança solar.
Mal interpretando o índice UV
O problema central surge da interpretação errada do índice UV, que mede a intensidade da radiação ultravioleta numa escala de 0 a 11.
Quanto maior o número, maior o risco de exposição aos raios UV. Mas, segundo Susan C. Taylor, médica e professora associada de dermatologia na Universidade da Pensilvânia, muitos jovens tendem a considerar que valores elevados correspondem a melhores oportunidades para bronzear-se.
Plataformas digitais e pseudociência
Esta tendência é promovida em plataformas como o TikTok, onde vídeos que explicam “as melhores alturas para bronzear-se” acumulam milhares de partilhas.
A popularidade destas publicações coincidiu com a pandemia, quando a utilização intensiva de telemóveis e redes sociais se intensificou.
Além de vídeos de adolescentes a bronzear-se, multiplicaram-se publicações pseudocientíficas e informações enganadoras sobre os supostos benefícios da radiação UV.
Alternativas seguras
Os dermatologistas da Academia Americana de Dermatologia, recomendam alternativas mais seguras para quem deseja parecer bronzeado. Produtos autobronzeadores e bronzeadores tópicos oferecem o efeito estético sem os riscos de queimaduras solares.
A Women’s Health sublinha que não se trata de evitar completamente o sol, mas de adotar comportamentos mais seguros: escolher horários adequados, aplicar protetor solar e evitar a exposição prolongada. Pequenas mudanças podem reduzir significativamente os riscos a longo prazo, prevenindo lesões cutâneas e cancro da pele.
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