Beber água é essencial para manter o corpo saudável, mas nem sempre a escolha da garrafa no supermercado é feita de forma consciente. Muitos consumidores pegam sempre na mesma marca de água engarrafada, seja por hábito ou por preço, sem reparar em pormenores que podem fazer diferença. Ignorar a composição, a origem ou até o estado da embalagem pode levar a escolhas menos adequadas para a saúde a longo prazo.
Segundo especialistas citados pelo site de tecnologia Leak, nem toda a água engarrafada é igual. Algumas são naturalmente ricas em minerais, outras apresentam baixo teor de nutrientes e há ainda aquelas com níveis elevados de sódio, menos indicadas para quem sofre de hipertensão.
Nem toda a água é igual
Existem três tipos principais: águas minerais naturais, águas de nascente e águas purificadas. As primeiras distinguem-se por serem ricas em minerais como cálcio e magnésio, importantes para o organismo. Já as purificadas passam por processos industriais que retiram grande parte desses elementos.
De acordo com a Direção-Geral da Saúde, consumir apenas águas pobres em minerais pode não satisfazer as necessidades do corpo, sobretudo em cálcio e magnésio. Em contrapartida, águas com demasiado sódio podem representar um risco para determinados perfis de consumidores.
O rótulo que quase ninguém lê
Muitos consumidores olham apenas para a marca e para o preço. Contudo, o rótulo contém dados essenciais: origem da água, teor de minerais, data de enchimento e validade.
Escreve o Leak que verificar estes elementos é fundamental para garantir que a água escolhida é adequada ao perfil de cada pessoa. Por exemplo, águas com baixo teor de sódio são recomendadas para quem tem tensão arterial elevada.
A importância da embalagem
A maioria das garrafas vendidas é de plástico PET, geralmente seguras. No entanto, segundo estudos internacionais citados pela mesma fonte, a exposição prolongada ao calor ou à luz solar pode levar à libertação de microplásticos e alterar a qualidade da água.
Por isso, garrafas armazenadas em corredores quentes ou perto de vitrinas solares podem não ser a melhor escolha. As embalagens de vidro surgem como alternativa mais estável, sem risco associado ao plástico.
O erro mais comum dos consumidores
O hábito de comprar sempre a mesma garrafa é o erro mais recorrente. Esta repetição pode levar a um consumo contínuo de água com composição pobre em minerais essenciais ou com excesso de sódio. Alternar entre marcas, explicam nutricionistas, é uma forma simples de variar o aporte mineral.
Como escolher melhor
Os especialistas citados pelo Leak deixam algumas recomendações práticas: ler sempre o rótulo, alternar marcas para garantir diversidade de minerais, evitar garrafas expostas ao sol e, sempre que possível, optar por vidro. Para quem sofre de hipertensão, a escolha deve recair em águas com baixo teor de sódio.
Beber água parece um gesto simples, mas os detalhes escondidos na garrafa podem fazer toda a diferença. Com atenção redobrada, é possível evitar erros e transformar um hábito básico num contributo ainda mais positivo para a saúde.
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