O uso do protetor solar é essencial para proteger a pele dos efeitos nocivos da radiação ultravioleta. Ajuda a prevenir queimaduras, o envelhecimento precoce e diminui o risco de cancro de pele. Porém, há um erro comum e fácil de cometer que pode anular toda esta proteção. O problema não está no produto, mas na forma como é aplicado.
De acordo com American Academy of Dermatology (AAD), uma associação profissional de dermatologistas nos Estados Unidos, a principal falha prende-se com a aplicação insuficiente ou irregular do protetor. Muitas pessoas espalham uma camada demasiado fina, fazem-no apressadamente ou esquecem zonas importantes do corpo.
O resultado é que áreas da pele ficam expostas, tornando-se vulneráveis aos raios UV mesmo quando se pensa estar protegido.
As zonas que quase toda a gente esquece
Entre as zonas do corpo mais esquecidas incluem-se as orelhas, o pescoço, especialmente atrás e na nuca, os pés e dedos, os lábios que também necessitam de proteção específica, o couro cabeludo nas zonas com linhas de cabelo abertas, e as mãos, especialmente o dorso. Estas áreas recebem radiação direta e podem queimar-se com facilidade
A quantidade que garante a proteção
Para garantir a proteção indicada nos rótulos dos protetores solares, a quantidade recomendada baseia-se numa aplicação de dois miligramas por centímetro quadrado de pele.
Na prática, isso equivale a cerca de meia colher de chá para rosto e pescoço, e uma colher de sopa para o corpo inteiro.
Usar menos do que isto reduz significativamente o fator de proteção; por exemplo, um produto SPF 50 pode, na prática, oferecer apenas SPF 15 ou menos.
O momento certo para aplicar o protetor
Outro erro frequente está no momento da aplicação. O ideal é colocar o protetor 20 a 30 minutos antes da exposição solar para que a barreira protetora se forme adequadamente.
Aplicar o protetor apenas após já se estar ao sol deixa a pele vulnerável nos primeiros minutos de contacto
Reaplicar para não perder proteção
A reaplicação do protetor é igualmente fundamental. Mesmo os produtos resistentes à água perdem eficácia com o tempo devido ao suor, à fricção da roupa ou da toalha. A recomendação é reaplicar a cada duas horas ou imediatamente após nadar ou transpirar muito.
Outros cuidados importantes
Além do uso correto do protetor, outras medidas complementares são importantes. O recurso a chapéus de abas largas, óculos de sol com filtro UV e roupas leves de manga comprida ajudam a reforçar a proteção.
Evitar a exposição ao sol durante as horas de maior radiação entre as 11h e as 16h continua a ser uma das formas mais eficazes de reduzir os riscos.
O alerta de uma especialista
De acordo com a AAD, a dermatologista Marisa Garshick explica que para garantir a proteção anunciada no rótulo do protetor solar é necessário aplicar a quantidade utilizada nos testes laboratoriais, que corresponde a dois miligramas por centímetro quadrado de pele. Na prática, isto equivale a cerca de meia colher de chá para o rosto e pescoço juntos, ou um quarto de colher de chá para cada uma dessas zonas.
Segundo a mesma especialista, “para obter a proteção indicada no rótulo do produto, é necessário replicar a aplicação feita em laboratório, que corresponde a dois miligramas por centímetro quadrado para uma pessoa média”.
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