Substituir o ovo deixou de ser um problema exclusivo de quem segue uma alimentação vegan. Atualmente, é também uma solução para quem tem alergias, prefere evitar produtos de origem animal ou quer experimentar receitas diferentes. Há vários ingredientes de origem vegetal capazes de desempenhar as mesmas funções dos ovos, seja para ligar a massa, dar estrutura ou conferir textura aos pratos, doces ou salgados.
O tema ganhou destaque porque os produtos de base vegetal estão cada vez mais presentes nas prateleiras. Cozinhar sem ovo deixou de ser complicado e passou a ser uma alternativa prática, tanto para o dia a dia como para ocasiões especiais.
De acordo com a revista Women’s Health, especializada em lifestyle, há pelo menos sete ingredientes que podem substituir o ovo em diferentes receitas. A escolha do substituto depende sempre do prato e da função que o ovo teria originalmente.
Ligar a massa
Em bolos, panquecas ou queques, o ovo ajuda a unir os ingredientes. Neste caso, sementes de linhaça ou chia misturadas com água formam uma espécie de gel que cumpre essa função. Puré de banana ou de maçã também funciona, trazendo humidade e um ligeiro sabor doce, sendo particularmente útil em receitas de pastelaria.
Outro substituto para massas é o puré de abóbora ou de batata-doce. Além de ligar a massa, estes ingredientes acrescentam cremosidade e uma textura suave. São ideais para bolos densos ou muffins, conferindo também um toque de sabor natural que combina com especiarias como canela ou noz-moscada.
Estrutura e volume
Para dar estrutura e leveza, o tofu sedoso surge como uma opção versátil. É indicado para tartes, cheesecakes vegan ou cremes densos, onde a textura uniforme é essencial. Segundo a mesma fonte, a aquafaba, água da cozedura do grão de bico, tornou-se muito popular. Batida em castelo, funciona como clara de ovo e permite preparar mousses, merengues ou maionese vegan com consistência semelhante à receita tradicional.
A utilização de iogurte vegetal natural também pode substituir o ovo em receitas de bolos ou queques. Ele ajuda a manter a humidade e dá alguma estrutura à massa, tornando o resultado final macio e consistente. Uma pequena quantidade basta, dependendo do tipo de receita e da textura pretendida.
Receitas salgadas
Em pratos salgados, como hambúrgueres vegetais, almôndegas ou frittatas veganas, o ovo cumpre essencialmente uma função estrutural. Ingredientes como farinha de grão, amido de milho ou puré de batata permitem manter a forma durante a confeção.
Para receitas de massas salgadas, a farinha de grão-de-bico é uma alternativa eficaz. Ajuda a ligar os ingredientes e acrescenta uma textura firme. Pode também ser combinada com ervas aromáticas para realçar o sabor do prato, criando receitas mais complexas sem recorrer a ovos.
Além disso, algumas sementes, como linhaça ou chia, também podem ser utilizadas em pratos salgados. Misturadas com água, funcionam como aglutinante e mantêm a forma de bolinhos ou hambúrgueres vegetais. São soluções simples e naturais para receitas do dia a dia.
Adaptação prática e criatividade
Estas alternativas mostram que cozinhar sem ovo não compromete a qualidade das receitas. Escolher o substituto certo depende do tipo de prato, da textura que se quer alcançar e do sabor final. Tal como refere a mesma fonte, não existe uma solução única, mas várias opções que permitem adaptar receitas tradicionais a novas necessidades.
Com alguma criatividade, é possível utilizar os mesmos ingredientes em diferentes combinações. Por exemplo, puré de banana ou maçã pode ser usado tanto em bolos como em sobremesas cremosas. A aquafaba funciona em doces e em molhos, enquanto sementes ou farinhas podem ser aplicadas em pratos salgados ou snacks.
Estas soluções tornam a cozinha mais inclusiva e versátil. Substituir o ovo deixou de ser apenas uma necessidade de quem é vegan e passou a ser uma alternativa prática para todos, permitindo experimentar novos sabores e texturas sem complicações.
Segundo a Women’s Health, a tendência de utilizar alternativas ao ovo deve crescer nos próximos anos, acompanhando a procura por receitas mais sustentáveis e adaptadas a diferentes restrições alimentares. A prática já não é exceção e integra cada vez mais as rotinas culinárias em Portugal e no estrangeiro.
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