Estender a roupa é, provavelmente, uma das tarefas domésticas mais repetitivas e consumidoras de tempo. Entre colocar molas, garantir que as peças não voam com o vento e recolher tudo à pressa quando começa a chover, perde-se uma quantidade significativa de energia.
Recentemente, a agência de notícias espanhola Europa Press trouxe a público um método popularizado na China que promete recuperar cerca de 200 horas por ano e eliminar a dependência das condições meteorológicas com uma mudança simples na rotina: abandonar o estendal tradicional.
O método, que tem ganho adeptos pela sua praticidade em países asiáticos, baseia-se na otimização do fluxo de trabalho dentro de casa. A premissa é deixar de tratar a secagem e a arrumação como duas etapas distintas, fundindo-as num único processo contínuo que poupa esforço físico e mental.
O fim das molas e das marcas na roupa
A primeira grande mudança sugerida pelos especialistas em organização é a substituição do estendal convencional (seja de cordas, de chão ou de teto) por uma “estação de secagem” baseada em varões ou charriots. A ideia é que a roupa, ao sair da máquina de lavar, seja colocada imediatamente em cabides, em vez de ser presa com molas.
Este simples gesto elimina vários problemas de uma só vez. Primeiro, evita as marcas que as molas deixam nos tecidos e que obrigam a um esforço extra na hora de passar a ferro. Segundo, ao secar diretamente no cabide, a gravidade ajuda a alisar as fibras do tecido naturalmente, fazendo com que muitas peças (como t-shirts, camisas e vestidos) fiquem prontas a usar assim que secam, dispensando o ferro de engomar.
Do estendal diretamente para o armário
O segredo para a poupança das tais 200 horas anuais reside na eliminação da etapa de “dobrar a roupa”. No método tradicional, retiramos a roupa seca do estendal, colocamo-la num cesto, levamo-la para o sofá ou cama, dobramos peça a peça e só depois a guardamos.
Com esta técnica, o passo intermédio desaparece. Uma vez que a roupa já está no cabide, assim que estiver seca, basta pegar nela e transferi-la diretamente para o roupeiro. O processo torna-se fluido: da máquina para o cabide de secagem, e do cabide de secagem para o armário. Apenas as peças mais pequenas, como roupa interior ou meias, necessitam de um sistema diferente ou de um estendal de molas próprio para peças miúdas.
Ignorar o clima lá fora
Outra vantagem deste método é a total independência face ao estado do tempo. Ao criar uma zona de secagem dedicada no interior de casa, que pode ser num quarto de hóspedes, num canto da lavandaria ou numa varanda fechada, quem trata da roupa deixa de ser refém da chuva, do vento ou da humidade exterior.
Para acelerar o processo e garantir a eficiência, recomenda-se o uso de um desumidificador ou de uma ventoinha apontada para as roupas. A circulação de ar é o fator mais crítico para a secagem rápida, revelando-se muitas vezes mais importante do que o próprio calor ambiente.
Com o espaçamento correto entre os cabides e uma boa ventilação, a roupa seca rapidamente sem ganhar o desagradável cheiro a mofo, característico da secagem lenta em dias de chuva. Como refere a Europa Press, esta abordagem não só liberta tempo precioso na agenda, como mantém a casa visualmente organizada e livre de roupa espalhada por todo o lado.
















