Durante décadas, este equipamento foi um símbolo de higiene e bons costumes em Portugal. Mais do que um simples equipamento, estava presente em praticamente todas as casas de banho. No entanto, as novas tendências de construção e design, aliadas à evolução das rotinas e das tecnologias, estão a ditar novas tendências e a fazer ‘desaparecer’ este acessório dos WC modernos.
Nas casas modernas, o bidé já não é obrigatório nem essencial. O que antes era sinónimo de limpeza e conforto está, hoje, a ser substituído por soluções mais práticas e adaptadas à vida contemporânea. O resultado é uma transformação discreta, mas profunda, na forma como os portugueses pensam o espaço da casa de banho, de acordo com o portal especializado em economia Ekonomista.
Menos espaço, mais funcionalidade
As casas atuais são cada vez mais pequenas e as casas de banho acompanham essa tendência. Cada centímetro conta, e o bidé, que precisa de espaço próprio e circulação à volta, acaba frequentemente preterido.
Quando a escolha é entre um duche maior, mais arrumação ou apenas poder movimentar-se com conforto, o bidé é o primeiro a sair do projeto.
Fim da obrigatoriedade legal
Durante anos, a legislação portuguesa impunha a presença do bidé nas habitações novas. Essa regra já não existe. Com a eliminação dessa obrigatoriedade, arquitetos e proprietários ganharam liberdade para desenhar espaços mais flexíveis, apostando em casas de banho práticas e minimalistas. O bidé, antes presença certa, tornou-se agora uma mera opção, de acordo com a mesma fonte.
Novos hábitos e novas tecnologias
A higiene continua a ser uma prioridade, mas as soluções evoluíram. Hoje, há alternativas modernas que cumprem exatamente a mesma função, ocupando menos espaço e oferecendo maior conforto.
As sanitas com lavagem integrada, os chuveiros higiénicos laterais e as tampas inteligentes com jato de água regulável são cada vez mais comuns e, em muitos casos, substituem com vantagem o velho bidé.
Design moderno pede simplicidade
O estilo contemporâneo privilegia linhas limpas, superfícies amplas e menos elementos visuais. Nesse contexto, o bidé é muitas vezes visto como uma peça que quebra a harmonia do conjunto. As casas de banho minimalistas e funcionais dispensam-no quase sempre, optando por um visual uniforme e por soluções integradas.
Quando faz sentido manter o bidé
Nem todas as casas devem abrir mão do bidé. Em habitações amplas, onde o espaço não é problema, e especialmente em lares com pessoas com mobilidade reduzida, o bidé continua a ter utilidade. Pode oferecer conforto adicional e facilitar a higiene pessoal, refere ainda a mesma fonte. Noutros casos, é simplesmente um hábito que se mantém por tradição ou preferência pessoal.
O que ponderar antes de o eliminar
Antes de retirar o bidé, vale a pena avaliar alguns pontos práticos: é realmente utilizado ou está lá apenas por costume? A sua presença dificulta a circulação ou impede soluções mais úteis? Há alternativas modernas que possam substituí-lo de forma mais funcional? E, acima de tudo, o bidé contribui para o conforto diário ou apenas ocupa espaço?
No fim, não há uma resposta universal, de acordo com o Ekonomista. O desaparecimento do bidé reflete a evolução dos estilos de vida e a adaptação dos espaços às novas necessidades.
















