O WhatsApp pode começar, brevemente, a apresentar anúncios publicitários em determinadas áreas da aplicação, mas quem não quiser ser confrontado com publicidade poderá optar por uma subscrição mensal. De acordo com o Notícias ao Minuto, a funcionalidade surge na versão beta para Android e deverá custar cerca de 4 euros por mês.
Publicidade limitada a separadores específicos
Segundo a mesma fonte, a publicidade será restrita ao separador de Estado e aos Canais, ficando fora de mensagens privadas, chamadas de voz ou vídeo e atividades em grupos. Os anúncios vão basear-se apenas no idioma, localização e interações dentro destes separadores.
A subscrição para evitar os anúncios estará inicialmente disponível apenas nos territórios da União Europeia e no Reino Unido, embora o preço final possa variar conforme a região.
A implementação da publicidade foi anunciada no ano passado e faz parte da estratégia do WhatsApp para diversificar as suas fontes de rendimento. A empresa detida pela Meta garante que não utilizará dados pessoais ou conteúdo das conversas para personalizar os anúncios, limitando-se a critérios menos intrusivos, como a localização e o idioma do utilizador, segundo a mesma fonte.
Acusações sobre segurança
Esta semana, a aplicação voltou a estar sob escrutínio depois de Elon Musk ter afirmado na rede social X que o WhatsApp não seria seguro. Em resposta, Will Cathcart, executivo responsável pelo WhatsApp na Meta, negou categoricamente as acusações.
De acordo com Cathcart, o WhatsApp não consegue aceder às mensagens porque as chaves de encriptação são armazenadas no telemóvel do utilizador. Afirmou ainda que a ação judicial foi movida pela mesma firma que defendeu a NSO Group, empresa conhecida pelo desenvolvimento do software Pegasus.
Segundo Cathcart, o processo carece de fundamento e visa apenas obter destaque mediático. A Meta reiterou oficialmente que qualquer alegação sobre a falta de encriptação ponta a ponta é falsa e sem suporte, lembrando que a tecnologia utilizada pelo WhatsApp se baseia no protocolo da Signal há mais de dez anos.
Comparações com outras apps
A situação motivou também comentários de outros líderes da área. Pavel Durov, CEO da Telegram, questionou a segurança do WhatsApp, alegando a existência de vulnerabilidades na forma como a aplicação implementou a encriptação.
De igual modo, a publicação de Musk foi corrigida numa Nota da Comunidade, esclarecendo que o X Chat, apesar de oferecer encriptação ponta a ponta, não garante o sigilo de encaminhamento das mensagens e recolhe metadados de forma mais abrangente do que o Signal, que mantém chaves exclusivas no dispositivo e limita os metadados recolhidos.
O caso poderá evoluir para uma ação coletiva que abrangerá os mais de dois mil milhões de utilizadores do WhatsApp.
Até lá, a possibilidade de subscrever o serviço para evitar anúncios apresenta-se como uma novidade que deverá suscitar debate sobre a forma como as plataformas equilibram a monetização e a privacidade, segundo o Notícias ao Minuto.
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