As ervas aromáticas fazem parte da alimentação mediterrânica há séculos, sobretudo como tempero. Menos conhecida é a atenção crescente que algumas destas plantas têm vindo a receber por parte da investigação científica, não apenas pelo sabor, mas também pelos seus potenciais benefícios para a saúde cardiovascular. É o caso do tomilho, uma erva aromática comum nas cozinhas portuguesas, que tem sido associada a efeitos positivos na regulação da tensão arterial e nos níveis de colesterol.
Uma planta comum com um perfil nutricional relevante
O tomilho é amplamente utilizado na gastronomia do sul da Europa, mas o seu interesse não se esgota no uso culinário. Trata-se de uma planta rica em vitaminas A, C, E e K, bem como em minerais essenciais como cálcio, magnésio, ferro e fósforo.
Este perfil nutricional tem despertado a atenção da investigação científica, sobretudo no contexto da prevenção de doenças crónicas associadas ao envelhecimento e ao estilo de vida.
O papel dos antioxidantes na saúde cardiovascular
De acordo com estudos publicados na revista Oxidative Medicine and Cellular Longevity, especializada em bem-estar e longevidade, os compostos fenólicos presentes no tomilho apresentam uma elevada atividade antioxidante.
Estes compostos ajudam a neutralizar os radicais livres, moléculas instáveis que podem provocar danos celulares e contribuir para o desenvolvimento de patologias como a hipertensão e a aterosclerose.
Segundo a mesma publicação, a ingestão regular de plantas ricas em antioxidantes pode integrar estratégias alimentares de apoio à saúde cardiovascular, sobretudo quando associadas a uma dieta equilibrada.
Efeitos observados no colesterol
Para além do impacto na pressão arterial, o tomilho tem sido associado a alterações positivas no perfil lipídico. Alguns estudos laboratoriais observaram uma redução do colesterol LDL, conhecido como colesterol “mau”, acompanhada por um aumento do colesterol HDL, frequentemente designado como colesterol “bom”.
Este equilíbrio é considerado fundamental para reduzir o risco de eventos cardiovasculares, como enfartes do miocárdio ou acidentes vasculares cerebrais, embora os investigadores sublinhem que estes efeitos devem ser interpretados com cautela.
Um complemento alimentar, não um tratamento
Os especialistas alertam que os benefícios associados ao tomilho não substituem tratamentos médicos nem dispensam hábitos de vida saudáveis.
A planta surge como um complemento alimentar potencialmente benéfico, sobretudo quando integrada numa dieta de base mediterrânica, rica em legumes, frutas, azeite e peixe.
Pessoas com doenças cardiovasculares diagnosticadas ou que estejam a fazer medicação devem seguir sempre as orientações clínicas, uma vez que as evidências disponíveis não apontam para efeitos terapêuticos isolados.
Como incluir o tomilho na alimentação diária
O tomilho pode ser facilmente incorporado na alimentação quotidiana, seja no tempero de carnes, peixes, legumes, sopas ou até em infusões.
A simplicidade do seu uso é uma das razões pelas quais continua a ser objeto de estudo, num contexto em que cresce o interesse por soluções naturais com base científica.
Leia também: Nutricionistas avisam: este produto congelado coloca o seu coração em ‘grande risco’
















