É um problema que muitos conhecem desde crianças. A viagem começa bem, mas ao fim de alguns minutos surge o mal-estar. Primeiro uma ligeira sensação de desconforto, depois as náuseas e, em casos mais graves, o vómito. O enjoo em movimento, comum em viagens de carro, autocarro ou comboio, tem uma explicação científica simples.
De acordo com o site de notícias generalistas, Executive Digest, José Luis Ballvé, médico de família no Centro de Atenção Primária La Florida, em L’Hospitalet de Llobregat, explica que o enjoo surge porque o corpo recebe sinais contraditórios.
Enquanto os olhos percebem que tudo está estável, o ouvido interno regista os movimentos da estrada. Esse desfasamento entre o que se vê e o que se sente é suficiente para confundir o cérebro e provocar os sintomas de mal-estar.
O lugar faz diferença
Não há uma posição milagrosa, mas há formas de atenuar o problema. Quem viaja no banco da frente tem referências visuais mais claras e consegue antecipar melhor as curvas ou mudanças de direção.
Segundo a mesma fonte, olhar em frente, acompanhando o caminho, é uma das formas mais eficazes de reduzir o risco de enjoo.
Já no banco traseiro a situação complica-se. As curvas acentuadas e os trechos curtos, onde o carro muda constantemente de direção, aumentam a discrepância entre o que os olhos veem e o que o corpo sente. É nesses momentos que o desconforto tende a intensificar-se.
E os remédios caseiros?
Na internet não faltam sugestões para evitar o enjoo em viagem. Chá de gengibre, pulseiras específicas ou truques alimentares são frequentemente apontados como soluções rápidas.
No entanto, a eficácia destas estratégias continua sem provas científicas. Podem funcionar para algumas pessoas, mas não há estudos sólidos que as recomendem de forma generalizada.
Segundo o Executive Digest, a melhor estratégia é simples e prática, sem envolver remédios ou preparações complicadas. Sentar-se no banco da frente e olhar para a estrada faz toda a diferença.
Para muitos passageiros, esta mudança simples transforma uma viagem potencialmente desconfortável numa experiência mais tranquila, permitindo aproveitar o trajeto sem o mal-estar que tantas vezes acompanha curvas e movimentos constantes.
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