Com a subida das temperaturas, aumenta também o tempo passado ao ar livre, seja na praia, no campo ou nas esplanadas das cidades. Com ele, cresce a necessidade de proteger a pele contra os efeitos nocivos da radiação solar. A aplicação de protetor solar é uma prática essencial, mas nem todos os produtos oferecem a proteção adequada e há erros comuns na sua utilização que comprometem a eficácia.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a dermatologista Marta Ribeiro Teixeira explicou que o Fator de Proteção Solar (FPS) representa quantas vezes mais tempo uma pessoa pode permanecer ao sol sem se queimar, em comparação com a ausência de proteção.
Por exemplo, um protetor com FPS 30 permite, teoricamente, uma exposição até 30 vezes mais longa sem provocar queimadura. No entanto, esse valor depende de fatores como o tipo de pele, a quantidade de produto aplicada, a intensidade da radiação e a frequência com que é reaplicado.
Por que FPS abaixo de 30 não chega
Segundo a mesma especialista, os protetores com FPS inferior a 30 não são considerados eficazes e não devem ser utilizados. “Protetores solares abaixo de 30 não protegem a pele e não estão recomendados”, afirmou Marta Ribeiro Teixeira.
A dermatologista recomenda, sempre que possível, o uso de produtos com FPS 50 ou superior, especialmente em pessoas com pele clara, antecedentes de cancro de pele ou condições como hiperpigmentação.
Não esquecer os raios UVA
Os raios UVA penetram mais profundamente na pele do que os UVB e estão associados ao envelhecimento precoce e ao aumento do risco de cancro cutâneo.
A proteção contra este tipo de radiação é obrigatória por lei nos protetores solares comercializados na União Europeia. A legislação exige que a proteção UVA corresponda a, pelo menos, um terço do valor do FPS para UVB.
Assim, um produto com FPS 30 deve garantir um mínimo de proteção UVA equivalente a 10. É importante verificar se o rótulo indica claramente proteção contra UVA e, preferencialmente, contra UVA longos, que são especialmente nocivos.
Aplicar todos os dias, mesmo no inverno
O uso diário de protetor solar deve tornar-se um hábito ao longo de todo o ano. A radiação ultravioleta está presente mesmo em dias nublados ou frios, o que significa que a pele continua a estar em risco, mesmo fora do verão.
Para garantir eficácia, o produto deve ser aplicado cerca de 30 minutos antes da exposição solar e reaplicado de duas em duas horas, ou sempre que houver banho ou transpiração intensa. É ainda essencial utilizar uma quantidade adequada, algo que muitos consumidores tendem a descurar.
Outro alerta deixado pela dermatologista tem que ver com o reaproveitamento de protetores solares do verão anterior. Produtos fora do prazo de validade ou mal armazenados perdem eficácia e podem deixar a pele desprotegida.
A atenção às zonas mais sensíveis, como o rosto, pescoço, orelhas e as mãos, que são igualmente importantes e são frequentemente esquecidas.
Cuidado com protetores fora de prazo
Como conclui o Notícias ao Minuto, a escolha do protetor adequado ao tipo de pele e à intensidade da exposição solar, bem como a sua correta aplicação, são passos fundamentais para garantir uma proteção eficaz contra os danos causados pelo sol.
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