O arroz é presença habitual na mesa de muitas famílias portuguesas, seja ele branco, integral, basmati ou carolino. Acompanhando carne, peixe ou legumes, é frequentemente o elemento central da refeição. No entanto, um gesto quotidiano na cozinha pode estar a deixar toxinas no arroz, afetando a saúde de quem o consome, sem que se dê por isso.
De acordo com o site especializado em saúde Healthline, o problema está ligado ao arsénio inorgânico, um metal pesado que se encontra naturalmente no solo e na água.
O arsénio
O arroz cresce em campos alagados, o que facilita a absorção de metais pesados presentes no ambiente. Entre estes, o arsénio inorgânico é considerado particularmente perigoso.
A exposição prolongada a este elemento pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, problemas de desenvolvimento em crianças e até de certos tipos de cancro.
O erro mais comum na cozinha
O que muitos desconhecem é que este contaminante não desaparece sozinho durante a cozedura. Um hábito muito comum, que consiste em cozinhar o arroz como se fosse massa, apenas colocando água e deixando absorver completamente, não reduz a presença do arsénio. Parte do metal pesado permanece no grão, chegando ao prato final.
Como reduzir a presença de arsénio
Especialistas alertam que existem métodos que podem diminuir significativamente a concentração de arsénio no arroz.
De acordo com a mesma publicação, lavar bem o arroz antes de cozinhar e utilizar uma proporção maior de água, que depois é descartada, é eficaz para reduzir o metal presente.
Outra recomendação passa por variar os tipos de arroz consumidos, incluindo integrais e basmati, que tendem a apresentar níveis mais baixos de arsénio em comparação com o arroz carolino.
Grupos mais vulneráveis
A atenção deve ser redobrada sobretudo no caso de crianças, mulheres grávidas e pessoas que consomem arroz com frequência, alerta a fonte. Estes grupos são mais sensíveis aos efeitos do arsénio, tornando as práticas de cozedura mais seguras ainda mais importantes.
Alternativas e hábitos saudáveis
Além da lavagem e da cozedura com excesso de água, especialistas sugerem alternar o arroz com outros cereais, como quinoa, cevada ou milho, de forma a reduzir a exposição diária ao arsénio.
Segundo a mesma fonte, a combinação de diferentes estratégias é a forma mais eficaz de minimizar riscos sem comprometer a dieta habitual.
Pequenas mudanças, grande impacto
A preocupação com a presença de arsénio no arroz não é recente, mas ganha nova relevância à luz de estudos que confirmam a persistência do metal mesmo após a cozedura convencional.
Tal como refere a Healthline, adoção de hábitos simples na cozinha pode ser suficiente para reduzir significativamente a ingestão de toxinas, tornando a refeição mais segura e saudável para toda a família.
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